Fachin sobe o tom, promete resposta "firme e rigorosa" e defende fim do Inquérito das Fake News
05/09/2026 (11hs44m) - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, elevou o tom nesta sexta-feira ao comentar a crise envolvendo a Corte e afirmou que haverá uma resposta institucional aos fatos recentes.

Segundo Fachin, eventuais acontecimentos serão apurados dentro da legalidade e sem decisões precipitadas. O ministro, no entanto, ressaltou que o Supremo também não ficará omisso diante da situação.
“Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, declarou.
Em sua manifestação, Fachin reforçou ainda os limites constitucionais impostos aos agentes públicos. “Nenhuma autoridade está acima da Constituição” e “nenhum poder está acima da lei”, afirmou.
O presidente do STF também relacionou os acontecimentos recentes à necessidade de mudanças internas na Corte. Segundo ele, o atual cenário reforça três objetivos de sua gestão: a adoção de um Código de Ética, o encerramento do chamado Inquérito das Fake News e a modernização do sistema de Justiça.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do Inquérito das Fake News e a modernização do sistema de Justiça”, declarou Fachin.
Apesar do tom firme, o ministro defendeu que qualquer resposta institucional respeite o devido processo legal e as garantias constitucionais.
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, afirmou.
A manifestação coloca o presidente do Supremo no centro das discussões sobre a reação institucional da Corte e sinaliza que, na avaliação de Fachin, a apuração dos fatos deverá ocorrer com rigor, mas dentro dos limites estabelecidos pela Constituição e pela legislação.












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