Relator da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de Moraes e outros dois do STF
- 15 de abr.
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14/04/2026 (10hs54m) - O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O parlamentar também incluiu no pedido o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o senador, há indícios de crimes de responsabilidade que poderiam, inclusive, fundamentar pedidos de impeachment.

Caso seja aprovado pelos integrantes da comissão, o relatório formaliza a existência de indícios de autoria e materialidade. O indiciamento, no entanto, não implica em culpa ou condenação, mas representa o entendimento de que há elementos suficientes para aprofundamento das investigações contra eles. A votação do parecer está prevista para a tarde desta terça-feira (14/4), em Brasília.
No documento, Vieira sustenta que Moraes e Toffoli teriam atuado de maneira incompatível com a honra, a dignidade e o decoro dos cargos ao manterem relação com o Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em relação a Mendes, o relator atribui a tentativa de proteger colegas da Corte das investigações.
Sobre Paulo Gonet, o entendimento é que a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob sua condução, foi omissa. Para ele, a inércia do órgão contrasta com a atuação da Polícia Federal (PF) e teria impedido o avanço de investigações.
Embora o foco formal da CPI seja a investigação do crime organizado e da atuação de facções criminosas no país, senadores passaram a utilizar a comissão para apurar a relação de autoridades dos três Poderes com o Banco Master e seu controlador, Vorcaro.
Banco Master e Moraes
No caso de Alexandre de Moraes, o relatório menciona a contratação do escritório de advocacia de sua esposa pelo banco, com pagamentos que, segundo o documento, ultrapassariam R$ 80 milhões em dois anos. Para o relator, a relação poderia configurar impedimento para que o ministro atue em processos relacionados ao caso.
O senador também cita suspeitas de que, horas antes de ser preso, Daniel Vorcaro teria encaminhado pedidos relacionados a bloqueios de ações judiciais ao gabinete de Moraes. O ministro nega qualquer irregularidade. O relatório ainda menciona registros de voos realizados em aeronaves ligadas a empresas do banqueiro e suposta pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para aprovar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) — alegações igualmente negadas.













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