Fotógrafos denunciam restrições e tratamento “como marginais” durante sessão no STF
16/09/2026 (11hs09m) - Fotógrafos credenciados para a cobertura do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, relataram ter enfrentado fortes restrições de acesso nesta terça-feira (15), durante a sessão extraordinária que discutiu os desdobramentos do relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Segundo reportagem de O TEMPO, profissionais afirmaram que foram impedidos de entrar no prédio-sede e permaneceram durante horas na área externa. Entre as reclamações estão a falta de local adequado para sentar e dificuldades para acessar banheiro. Um dos fotojornalistas afirmou ter se sentido tratado pela segurança “como se fôssemos marginais”.
O fotógrafo Eduardo Fernandes da Silva Lima, que acompanha a rotina do Supremo, disse ao jornal que somente profissionais previamente autorizados, especialmente vinculados a grandes veículos e portadores de identificação específica, conseguiam acessar determinadas áreas.
Eduardo também criticou o sistema de credenciamento e afirmou que informações sobre as regras de acesso não chegariam de maneira uniforme a todos os profissionais.
A sessão ocorreu sob um esquema especial de segurança. O acesso ao STF foi limitado, com revistas e detectores de metais, enquanto jornalistas autorizados acompanharam os trabalhos em espaços definidos pelo tribunal. A Praça dos Três Poderes também recebeu bloqueios e reforço de segurança.
As restrições ocorreram durante uma sessão marcada por divergências entre ministros sobre a condução do caso envolvendo Moraes e o Banco Master. O julgamento terminou sem decisão sobre a abertura de investigação contra o ministro, após pedido de vista de Flávio Dino.
A sessão de terça-feira terminou sem análise definitiva da possível investigação contra Moraes; o pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o julgamento.












Comentários