• Folha de Jaraguá

Prefeito de Ceres afasta temporariamente servidoras que autorizaram lista de fura-filas

08/04/2021 (10hs59m) - Prefeito de Ceres, Edmário Barbosa decidiu afastar de suas funções a secretária municipal de Saúde, Marjuery Seabra e a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da pasta, Heloíza Dias Lopes Lago. A informação foi confirmada ao promotor de justiça da cidade, Marcos Rios, que cobrou em entrevistas um posicionamento do gestor para que fosse possível a continuidade das investigações sobre pessoas que furaram a fila da vacina contra Covid-19 no município.


No início de fevereiro, após receber denúncias de moradores, Marcos Rios recebeu da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Ceres uma lista de 900 pessoas que teriam vacinado em dois hospitais da cidade. Na relação constavam nomes de pessoas aleatórias ao sistema privado de saúde que seriam parentes dos proprietários das unidades de saúde. Para que elas recebessem a vacina, os administradores dos hospitais criaram cargos fictícios, como auxiliar de serviços gerais e auxiliar de coleta. No rol entram pais, sogros, namorada e cunhados dos responsáveis, entre outros.

Marcos Rios disse que desde que foi decretado o lockdown tem trabalhado de maneira virtual, o que atrapalha as oitivas presenciais. “Com o afastamento das servidoras, creio que podemos avançar muito. Já temos um bom número de nomes. Creio que sem a influência das duas, os próprios servidores da pasta poderão colaborar muito”, afirmou.


Marcos Rios disse que é certo que todas as pessoas, em torno de 20, que encontraram meios fraudulentos de furar a fila da vacina contra Covid-19 vão responder por peculato desvio, o que pode render 17 anos de prisão. “Elas praticamente não terão defesa. Ou será isso ou uma multa de um valor considerável, cerca de R$ 50 mil.” As duas servidoras que autorizaram a vacinação, com imunizante adquirido pelo poder público, poderão responder por improbidade administrativa.


O prefeito Edmário Barbosa explicou que o afastamento das duas servidoras foi uma decisão conjunta, dele e de ambas, que vinham sendo muito pressionadas. “Para mim elas não praticaram nenhum crime. Eu acredito na idoneidade de ambas. O que houve foi uma falha passível de acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Ninguém do serviço publicou levou vantagem nessa questão, muito menos as duas servidoras.”


O prefeito acredita que até o início do próximo mês, quando for concluída uma auditoria interna em andamento, Marjuery e Heloisa estarão de volta aos seus cargos. Disse ele ao Jornal O Popular.



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