Nunes Marques se declara: STF inicia julgamento histórico sobre possível investigação de Moraes
15/09/2026 (14hs42m) - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15), em sessão extraordinária, a análise do relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Corte deverá decidir se existem elementos para a abertura de uma investigação contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado.

Após a abertura da sessão pelo presidente do STF e relator do caso, Edson Fachin, o ministro Kassio Nunes Marques pediu a palavra e se declarou suspeito para participar da análise, citando sua posição à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e possíveis reflexos do julgamento sobre o processo eleitoral.
A sessão é considerada histórica por envolver a possibilidade de abertura de uma investigação contra um ministro em exercício do próprio Supremo. Fachin assumiu a relatoria depois que o caso foi remetido à Presidência da Corte.
No centro da discussão está um relatório produzido pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro. Segundo informações divulgadas sobre o documento, a PF reuniu 52 mensagens entre dezembro de 2023 e novembro de 2025 relacionadas a um contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes
A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, questiona a validade do relatório e pediu a anulação da medida que levou ao aprofundamento da análise dos dados do celular do ex-banqueiro.
Na véspera do julgamento, Moraes se manifestou publicamente sobre o caso e contestou a apuração. O ministro classificou o relatório produzido pela PF a pedido de André Mendonça como uma “farsa” e afirmou que nunca favoreceu Vorcaro ou o Banco Master. Moraes também questiona a forma como os dados foram interpretados e sustenta que não existem elementos que indiquem a prática de crime.
O julgamento desta terça-feira não representa uma decisão sobre eventual culpa de Moraes. O ponto central é definir se os elementos reunidos até agora justificam a abertura formal de uma investigação contra o ministro












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