"Janja tem viajado o Brasil", diz Lula ao garantir que mulheres com medida protetiva não morrem mais no pais
16/09/2026 (09hs56m) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante entrevista à TV Record nesta terça-feira (15), que teriam “parado” os casos de mulheres mortas mesmo estando sob medida protetiva. A declaração ocorreu enquanto o presidente apresentava ações do governo federal de enfrentamento à violência contra a mulher.

Lula citou a atuação da primeira-dama Janja da Silva na mobilização de governadores e destacou a legislação sancionada em abril de 2026 que prevê monitoramento eletrônico de agressores e alertas quando houver aproximação indevida da vítima.
Os números disponíveis, entretanto, mostram que o problema persiste. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 feminicídios, maior número da série histórica e quarto recorde consecutivo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. No mesmo ano, foram contabilizados 132.025 registros de descumprimento de medidas protetivas.
Em janeiro de 2026, Daiane Simão da Costa, de 33 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em frente a uma unidade da Polícia Militar, em Balneário Piçarras (SC), apesar de possuir medida protetiva contra o agressor.
Os dados mais recentes, por outro lado, apontam redução dos feminicídios em 2026. Segundo o Ministério da Justiça, foram 741 vítimas no primeiro semestre, contra 760 no mesmo período de 2025, queda de 2,5%. Assim, embora os indicadores apresentem melhora neste ano, os registros mostram que casos envolvendo mulheres sob proteção judicial ainda ocorrem.












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