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Governo Lula apaga post com referências ao BBB após chamar que ganha mais de 5 mil de playboy

  • Foto do escritor: Folha de Jaraguá
    Folha de Jaraguá
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

06/02/2026 (09hs26m) - A Casa Civil entrou no clima do BBB 26 e publicou, no X (antigo Twitter), uma peça gráfica sobre “justiça tributária” utilizando referências ao reality show. A arte trazia personagens animados que lembravam claramente Jonas Sulzbach e Babu Santana, acompanhados de frases como “se você é playboy…”, contrapondo a mensagem de que trabalhadores com renda de até R$ 5 mil ficariam isentos do Imposto de Renda.

A repercussão foi imediata. O perfil oficial de Jonas Sulzbach criticou a publicação, classificando como inaceitável que um órgão público utilize sua imagem de forma indireta para “incentivar ódio ou humilhação”. O ex-BBB também afirmou que “nunca levou vida de playboy”, discordando do rótulo atribuído de maneira caricata no material institucional.


Diante da reação negativa e da ampla discussão nas redes sociais, o post foi apagado pela Casa Civil.


O episódio, porém, levantou um debate jurídico relevante: até que ponto órgãos públicos podem recorrer a figuras reconhecíveis, mesmo em versões caricatas, para comunicar políticas governamentais? Segundo especialistas, o caso toca diretamente em dois pilares legais:


1. Direitos de personalidade


O uso não autorizado da imagem — mesmo estilizada — de pessoas públicas pode configurar violação à honra, privacidade e identidade, especialmente quando associado a estereótipos ou mensagens depreciativas.


2. Princípio da impessoalidade


A Constituição determina que a comunicação governamental não pode direcionar ataques, rótulos ou insinuações que possam afetar negativamente indivíduos ou grupos, ainda que de forma indireta. O conteúdo precisa ser neutro, informativo e sem promover antagonismos sociais.


O caso evidencia que, mesmo quando o governo busca linguagem popular, bem-humorada ou alinhada ao universo das redes, essa estratégia não afasta os limites legais da comunicação institucional. O meme pode render curtidas — mas também pode gerar questionamentos jurídicos sobre excesso, personalização e desrespeito à imagem alheia.

 
 
 

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