Febre do emagrecimento: Importação de Ozempic e Mounjaro explode e ultrapassa celulares
- 13 de jan.
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13/01/2026 (11hs15’m) - A importação de canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, superou a de celulares no Brasil em 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o país desembolsou US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) na compra desses medicamentos ao longo do ano.

O volume representa um crescimento de 87,8% em relação a 2024, quando as importações somaram aproximadamente US$ 888 milhões. O avanço colocou as canetas à frente de bens de consumo tradicionais, como smartphones (US$ 562 milhões), azeite de oliva (US$ 533 milhões) e até pneus (US$ 695 milhões).
Além da forte expansão da demanda, o movimento é impulsionado pela ausência de produção nacional desse tipo de medicamento, o que torna o Brasil totalmente dependente de fornecedores externos. Os dados foram compilados pelo blog do jornalista Fernando Nakagawa, da CNN Brasil.
Principais países exportadores
A Dinamarca lidera as vendas ao Brasil, respondendo por 44% do total importado em 2025 (US$ 734,7 milhões). O país abriga a sede da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy.
Na segunda posição aparecem os Estados Unidos, responsáveis por 35,6% das importações (US$ 593,7 milhões), impulsionadas principalmente pelo Mounjaro, produzido pela Eli Lilly. As compras do medicamento norte-americano dispararam 992% em relação a 2024, quando haviam somado apenas US$ 54,4 milhões, tornando-se o principal fator de expansão das importações brasileiras de canetas emagrecedoras.
O cenário reforça a mudança no perfil de consumo do país e evidencia o impacto crescente desses medicamentos no comércio exterior brasileiro.











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