Diretor da empresa Radar fala sobre a prisão do cracker que lhe extorquia

Na manhã de sexta-feira, 28 de agosto, a Delegacia Estadual de Crimes Cibernéticos (DERCC) de Goiânia, apresentou o resultado da primeira fase de uma operação que investiga um grupo especializado em crimes contra empresas de tecnologia e fornecimento de internet. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás e em São Paulo, onde uma pessoa foi presa, sendo apreendidos computadores, objetos e documentos. A ação contou com apoio da DRCC do Tocantins, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo, através de seu Laboratório de Operações Cibernéticas e da Unidade de Inteligência Policial.


A delegada Sabrina Lelis, contou que os criminosos invadiam e sobrecarregavam os sistemas das empresas de internet causando uma pane e interrompendo o fornecimento do serviço aos clientes. Em seguida, entravam em contato com os responsáveis pelas empresas e exigiam pagamento de valores, inclusive em criptomoeda, (bitcoins) para cessar os ataques. Fábio Santos diretor do provedor Radar Internet, disse que a sua empresa foi vítima desse criminoso identificado como guerreiro. “Ele tentava extorsão com quase todos os provedores de internet do estado. Estou comemorando essa prisão” afirmou.


Fábio Santos disse que irá procurar a delegada do caso e apresentar as provas da extorsão que sofreu. “Já tínhamos procurado a polícia antes, ido a Brasília, mas não tinha tido retorno. Agora finalmente tivemos uma resposta” disse. As investigações tiveram início há um ano e após levantamento e compartilhamento de informações com outros Estados a operação foi realizada.


De acordo com Sabrina, uma empresa após efetuar alguns pagamentos e os ataques não cessarem procurou a delegacia. As investigações continuam para tentar identificar envolvidos e vítimas do grupo em outros Estados. A delegada explicou que um dos suspeitos utilizava o codinome “guerreiro” e no WhatsApp criou um grupo denominado “Escritório do Guerreiro”. A investigadora orienta que quem recebeu mensagens deste perfil que procure a delegacia.


O grupo deve responder por invasão, interrupção de sistema, extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os objetos apreendidos serão encaminhados para perícia. Ainda de acordo de Sabrina, a operação recebeu o nome de Attack Mestre, pois depende de um coordenador, um craker para dar início ao ataque.


  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
radar novembro 2020.gif
CAMPANHA IPTU.jpg
radar novembro 2020.gif
petro-arabe2-17-8.gif
PATROCÍNIOS
midia-top-2020.gif