Direita vence na Colômbia: Abelardo de la Espriella é eleito presidente e encerra ciclo da esquerda
- 23 de jun.
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21/06/2026 (21hs23m) - O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato da direita, venceu a eleição presidencial da Colômbia neste domingo (21), derrotando o senador de esquerda Iván Cepeda em uma disputa marcada pela polarização política e pela preocupação dos eleitores com a segurança pública e a economia. Com quase a totalidade das urnas apuradas, De la Espriella obteve cerca de 49,65% dos votos, contra 48,70% de Cepeda, uma diferença de pouco mais de 240 mil votos.

Apesar da confirmação da vitória pelos dados preliminares, a legislação colombiana prevê a realização do escrutínio oficial, etapa em que as atas de votação são revisadas pelas autoridades eleitorais para validar o resultado definitivo. O presidente Gustavo Petro e o candidato derrotado afirmaram que aguardam a conclusão desse procedimento antes do reconhecimento formal da eleição, alegando possíveis irregularidades em parte das urnas.
Durante o discurso da vitória, De la Espriella comemorou o resultado e afirmou que pretende iniciar uma nova fase para o país. Entre as principais promessas de campanha estão o endurecimento do combate ao crime organizado, o fortalecimento das Forças Armadas, o fim da política de negociação com grupos armados promovida pelo governo Petro e medidas para estimular o crescimento econômico e ampliar a produção de petróleo e gás.
A vitória representa uma mudança significativa no cenário político colombiano. Após quatro anos do governo de Gustavo Petro — o primeiro presidente de esquerda da história do país —, a Colômbia retorna ao comando de um político identificado com a direita. Analistas avaliam que o resultado reflete a insatisfação de parte do eleitorado com o aumento da violência, as dificuldades econômicas e a condução das negociações de paz.
Abelardo de la Espriella, de 47 anos, é advogado, empresário e fundador do movimento Defensores de la Patria. Conhecido por seu discurso firme na área da segurança pública e por sua proximidade política com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele tomará posse no dia 7 de agosto, iniciando um mandato que deverá enfrentar um Congresso dividido e um país profundamente polarizado.












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