Andar de avião ficará mais caro: Petrobras eleva querosene de aviação em 55%, e aéreas
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02/04/2026 (09hs20m) - O reajuste de aproximadamente 55% no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras e em vigor desde 1º de abril, acendeu um sinal de alerta no setor aéreo brasileiro. Companhias e entidades representativas apontam que a medida deve provocar aumento no valor das passagens, redução na oferta de voos e dificuldades para a expansão da malha aérea no país.

O combustível é um dos principais custos das empresas de aviação e, com o novo aumento, pode passar a representar até 45% das despesas operacionais. O reajuste segue a política de preços atrelada ao mercado internacional, influenciada, entre outros fatores, pela valorização do petróleo no cenário global. As passagens aéreas podem subir entre 20% e 30% por cento
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) avalia que o impacto será significativo, especialmente na conectividade regional. Segundo a entidade, há risco de redução de rotas, principalmente em cidades menores, além de impacto direto na chamada democratização do transporte aéreo no Brasil.
Diante do novo cenário, as companhias já indicam que parte dos custos deverá ser repassada ao consumidor, o que pode resultar em aumento no preço das passagens. Em paralelo, empresas estudam ajustes operacionais, como revisão de rotas, contenção de expansão e medidas internas para reduzir despesas.
O governo federal acompanha a situação e avalia possíveis alternativas para amenizar os efeitos do reajuste, como a redução de tributos que incidem sobre o combustível, a exemplo de PIS e Cofins, além de outras medidas voltadas ao setor.
O aumento do QAV ocorre em um momento sensível para a aviação brasileira, que ainda busca consolidar a recuperação após períodos de forte instabilidade econômica. A expectativa do setor é de que, sem medidas de compensação, o impacto do reajuste possa comprometer o crescimento e a oferta de serviços nos próximos meses.









