Botijão de gás vai subir até R$ 8 no estado de Goiás em decorrência da alta do diesel
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31/03/2026 (12hs43m) - O preço do gás de cozinha vai subir até R$ 8 reais em Goiás a partir desta terça-feira, 31, segundo o presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste (Sinergás), Zenildo Dias. Em entrevista ao Jornal Opção, ele afirmou que o reajuste está relacionado principalmente ao aumento no custo do transporte, impulsionado pela alta do diesel resultado dos conflitos no Oriente Médio, além da carga tributária estadual.

De acordo com o dirigente, o preço do botijão de gás (GLP) no estado varia, em média, entre R$ 100 e R$ 130, dependendo da região. O possível reajuste não será uniforme, uma vez que o mercado é livre e cada revendedor define sua política de preços conforme os custos operacionais. Apesar disso, em diversas revendedoras que a reportagem consultou, o aumento é o mesmo: R$ 8.
“O preço é livre, mas se o diesel subiu mais de 20%, o transporte fica mais caro e o preço do gás pode aumentar. O transporte de gás hoje não está na mão das companhias, está na mão da nossa classe. Cada um faz o seu. Se achar que tem que repassar R$ 3, R$ 5, isso varia”, afirmou Zenildo Dias.
Segundo ele, o sindicato atua apenas como referência para o mercado, sem possibilidade de fixação de valores. “A gente faz um preço médio para o mercado, não podemos tabelar. Também não pode ter aumento abusivo”, acrescentou.
ICMS e cenário internacional pressionam preços
Outro fator apontado pelo presidente do Sinergás é a carga tributária estadual. De acordo com ele, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa cerca de R$ 19 no valor final de um botijão de gás em Goiás.
“Os governadores também precisam abaixar o ICMS. Só o imposto custa R$ 19 do botijão de gás”, disse.
Zenildo também relacionou o aumento dos custos ao cenário internacional, especialmente a tensões geopolíticas que impactam o preço dos combustíveis. “A culpa não é nossa. O homem lá e os Estados Unidos entram numa briga, numa guerra, e nós vamos pagar a conta”, afirmou.
Apesar da previsão de alta, o sindicato ressalta que não há um reajuste oficial único, e que os valores podem variar conforme fatores como distância, logística e concorrência em cada município.












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