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Alckmin comemora aumento do etanol na gasolina e do biodiesel no diesel; motoristas reclamam.

  • 23 de jun.
  • 2 min de leitura

22/06/2026 (10hs14m) - A decisão do governo federal de ampliar a participação dos biocombustíveis nos combustíveis fósseis voltou a gerar debate entre motoristas. Enquanto o governo afirma que a medida ajudará a reduzir a dependência da importação de combustíveis, estimular a produção nacional e conter os preços nas bombas, parte dos condutores demonstra preocupação com possíveis impactos na durabilidade dos motores e nos custos de manutenção.

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina deverá passar para 32% (E32), enquanto o biodiesel no diesel será ampliado para 15% (B15). Segundo o governo, a iniciativa também busca reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo, agravada pelo conflito no Oriente Médio.


Entre os motoristas, especialmente proprietários de veículos a diesel, surgem preocupações sobre o aumento da necessidade de manutenção preventiva. Especialistas do setor automotivo alertam que o biodiesel possui maior capacidade de absorver umidade e pode sofrer degradação durante o armazenamento, favorecendo a formação de resíduos que podem obstruir filtros e, em casos de manutenção inadequada, afetar componentes do sistema de injeção.


Já em relação à gasolina com maior teor de etanol, alguns mecânicos apontam que o combustível possui menor poder energético que a gasolina pura, o que pode resultar em aumento do consumo em determinados veículos, principalmente os movidos exclusivamente a gasolina e modelos importados que não foram projetados para percentuais mais elevados de etanol. Em contrapartida, veículos flex são desenvolvidos para operar com altas concentrações de etanol e, segundo o governo, os testes realizados indicam segurança para a nova mistura.


Outro ponto citado por motociclistas é que, durante os dias mais frios, motores podem apresentar maior dificuldade na partida, embora esse comportamento também dependa das características do veículo, da temperatura ambiente e das condições de manutenção.


Diante das mudanças, fabricantes e especialistas recomendam que os motoristas mantenham a manutenção preventiva em dia, utilizem combustíveis de procedência confiável e sigam as especificações previstas no manual do fabricante para reduzir riscos ao sistema de alimentação e ao motor.

 
 
 

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