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Viatura da PRF atola na BR-156 e caminhoneiros se recusam a ajudar

  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura

17/03/2026 (08hs33m) - O cenário de precariedade na BR-156 voltou a chamar atenção nos últimos dias após uma caminhonete da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficar atolada em um dos trechos mais críticos da rodovia. A cena, registrada em meio ao barro intenso formado pelas chuvas, evidenciou mais uma vez as dificuldades enfrentadas diariamente por quem precisa trafegar pela via.

A BR-156 atravessa o estado do Amapá, ligando o extremo norte ao sul do estado, indo de Oiapoque(fronteira com a Guiana Francesa) até Laranjal do Jari, passando pela capital, Macapá.


Embora o atolamento de veículos seja uma situação recorrente para moradores, caminhoneiros e demais condutores que dependem da BR-156, o caso ganhou repercussão por envolver uma viatura oficial. O episódio escancarou a realidade de uma estrada marcada pela ausência de pavimentação adequada e por longos trechos praticamente intransitáveis em períodos chuvosos.


Segundo o perfil na internet @/paradosnafederal , o que também chamou atenção foi a reação de parte dos caminhoneiros que passavam pelo local. Acostumados aos problemas históricos da rodovia, alguns motoristas teriam apenas observado a situação, sem prestar auxílio imediato. A atitude foi interpretada por moradores como reflexo do desgaste e da indignação acumulados ao longo dos anos diante da falta de soluções concretas para a estrada.


Considerada uma das principais rotas logísticas da região, a BR-156 enfrenta há décadas problemas estruturais que se agravam durante o inverno amazônico. Com a lama tomando conta da pista, o deslocamento se transforma em um desafio diário, comprometendo o transporte de cargas, o acesso de moradores e até mesmo a atuação de órgãos públicos e forças de segurança.


O novo episódio reacende o debate sobre o abandono da rodovia e reforça a cobrança por investimentos urgentes em infraestrutura. Para quem vive e trabalha na região, a situação da BR-156 já deixou de ser apenas um transtorno e passou a representar um obstáculo permanente ao direito de ir e vir.

 
 
 
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