PF quebrou sigilos de Lulinha antes da decisão da CPMI; STF autorizou pedido em janeiro
- 27 de fev.
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26/02/2026 (13hs16m) - Antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, essa medida já havia sido adotada pela Polícia Federal. Em janeiro de 2026, a PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal acesso aos dados bancários, fiscais e telemáticos (e-mails) do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro André Mendonça autorizou o pedido.

Mendonça, relator da investigação no STF, conduz o inquérito que apura fraudes em descontos ilegais aplicados contra beneficiários do INSS. O ministro, indicado ao Supremo em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), também é responsável por processos ligados ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central e suspeito de registrar títulos falsos em seus balanços.
Em dezembro de 2025, o Poder360 revelou que documentos preliminares da Polícia Federal indicavam que Lulinha poderia ter recebido uma “mesada” de R$ 300 mil proveniente do esquema criminoso. A defesa nega qualquer irregularidade. Marco Aurélio de Carvalho, advogado e coordenador do grupo Prerrogativas, classificou as menções ao filho do presidente como “fofocas e vilanias”.
Segundo as investigações, o responsável pelos pagamentos seria o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025 e apontado como operador central do esquema.
Na decisão que autorizou a quebra dos sigilos, Mendonça também determinou que provedores de e-mail preservem todos os arquivos ligados às contas de Lulinha enquanto durar a investigação.
As revelações surgem em um período no qual o próprio presidente Lula passou a falar publicamente sobre as suspeitas envolvendo o filho. Em dezembro de 2025, afirmou: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado.”
Depois, em fevereiro deste ano, reforçou: “Se ele tiver alguma coisa, vai pagar o preço.”
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem mantido o presidente informado sobre os avanços da investigação da Operação Sem Desconto.











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