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Ministro de Lula diz que governo quer acabar com aulas em autoescolas para tirar a CNH

  • Foto do escritor: Folha de Jaraguá
    Folha de Jaraguá
  • 1 de ago.
  • 2 min de leitura

31/07/2025 (07hs39m) - O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo federal pretende eliminar a exigência de aulas em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Em entrevista, ele destacou que o custo elevado — entre R$ 3 mil e R$ 4 mil — tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem habilitação.


“Qual é o problema do Brasil? Temos uma quantidade muito grande de pessoas dirigindo sem carteira porque se tornou inviável tirar uma. O cidadão não consegue pagar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil”, afirmou o ministro.


Segundo ele, quando o custo de um documento se torna proibitivo, o resultado é a informalidade. “As pessoas passam a dirigir sem carteira. E esse é o pior dos mundos, porque falta qualificação. Isso aumenta o risco para elas mesmas e para os demais, elevando o número de acidentes”, alertou.


Renan Filho informou que o governo estuda maneiras de reduzir ao máximo o custo da CNH, permitindo que mais pessoas possam se qualificar e obter o documento de forma acessível.


De acordo com o ministro, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem habilitação, enquanto outros 60 milhões têm idade para obter a CNH, mas ainda não possuem o documento. “A pesquisa que realizamos apontou o custo como o principal motivo”, explicou.


Ao ser questionado sobre o risco de aumento nos acidentes com a flexibilização da exigência, o ministro ressaltou que os cursos continuarão disponíveis, oferecidos por instrutores qualificados e supervisionados pela Senatran e pelos Detrans.


“O problema é que as pessoas já dirigem sem carteira. E, por exemplo, quando analisamos os dados de quem compra motos, 40% não possuem habilitação, segundo cruzamento de CPF com registros da CNH.”


Ele afirmou que o objetivo não é eliminar o aprendizado, mas oferecer alternativas mais acessíveis. “Se as pessoas já dirigem sem curso algum, o que propomos é garantir cursos mais baratos para que melhorem a qualificação e possam dirigir com mais segurança.”


O ministro também destacou as desigualdades sociais no acesso à CNH, apontando que, em muitos casos, mulheres acabam sendo excluídas do processo de habilitação.


“Se a família tem dinheiro para tirar apenas uma carteira, muitas vezes opta por tirar a do homem. A mulher acaba ficando sem habilitação justamente por essa condição.”

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