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Lojistas da 44 falam em barrar contratação de nordestinos e pessoas de esquerda: ‘manda pedir emprego pro Lula’

há 8 horas
2 min de leitura

07/10/2026 (09hs43m) - Mensagens atribuídas a um grupo de lojistas do Mega Moda Shopping, na Região da 44, em Goiânia, mostram integrantes defendendo que vendedores nordestinos não sejam contratados, além de comentários discriminatórios contra pessoas de esquerda.

Em um dos prints, obtidos com exclusividade pelo Mais Goiás, uma participante afirma que, quando mulheres nordestinas chegassem à região para procurar emprego, iria mandá-las “pedir emprego pro Lula”. Outra integrante concorda e diz que seria necessário avisá-las de que pessoas “desses lugares” não conseguiriam emprego ali.


A conversa teve início por volta das 20h30 de domingo (4), durante a apuração dos votos da eleição presidencial, disputada por Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Em determinado momento, um homem afirma que eles estão unidos em um único objetivo “DesPTtizar o Brasil”. A mensagem recebeu uma reação de coração.


Uma das mensagens também afirma: “Essa galera sai do Maranhão e vem tentar a vida aqui, fica por lá, e leva o Lula para governar por lá, para ser presidente, prefeito por lá, gastar o dinheiro deles por lá”. O comentário recebe reações de risadas, palmas e aprovação de outros integrantes.


Em outra mensagem, uma participante afirma: “Na minha loja ninguém de Pará, Maranhão, Piauí, Nordeste da bosta, não trabalha mais comigo! Acabou”. Na sequência, escreve “sai fora”.


Em outro trecho, uma integrante defende que mulheres nordestinas sejam avisadas de que não conseguiriam emprego na região por causa de sua origem e posicionamento político. “E temos que falar para ela, até elas entender que se falar que são desses lugares não arrumam emprego aqui por serem petistas, sai fora essa galera do mal”, escreveu.


Outra participante relata que uma amiga, dona de um restaurante no Pará, “não contrata ninguém que seja de esquerda”. A afirmação recebe como resposta: “É isso ae”.


Uma mulher que trabalhou por cerca de quatro anos na Região da 44 e permanece no grupo foi quem enviou as conversas ao Mais Goiás. Ela preferiu não ser identificada.


“Infelizmente esse pessoal se sente no direito de falar o que quer sem serem expostos. Se sentem confortáveis de falar esse tipo de coisa num grupo de 500 pessoas, imagine numa roda de amigos. Eu sou goiana, mas muitas lá não são e, para não viver sob opressão, não pode falar de onde vem, senão não arruma emprego”, afirmou.



 
 
 

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