Janja veste camisa do Flamengo em meio à polêmica entre Lula e clubes pelo fim das bets
28/09/2026 (16hs22m) - A primeira-dama Rosângela Janja da Silva apareceu, nesta segunda-feira (28), usando uma camisa do Flamengo durante uma solenidade do governo federal. Declaradamente flamenguista, Janja chamou atenção pela escolha justamente em meio à forte repercussão da decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as bets no Brasil.

A aparição ocorre poucos dias depois de Lula entrar em confronto público com dirigentes e clubes de futebol, entre eles o próprio Flamengo, por causa dos impactos financeiros da medida. Durante a cerimônia desta segunda-feira, o presidente voltou a rebater as críticas e afirmou que o fim das casas de apostas não prejudicará o futebol brasileiro.
O Flamengo está entre os clubes que projetam maiores perdas. O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estima que o impacto nas receitas do clube poderá ficar entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em 2027. O contrato de patrocínio com a Betano, sozinho, prevê aproximadamente R$ 268,5 milhões por temporada.
A camisa utilizada por Janja chamou atenção também por não exibir a marca da Betano, atual patrocinadora máster do Flamengo. A primeira-dama já havia demonstrado publicamente sua ligação com o clube carioca em outras ocasiões.
A tensão entre o governo e o futebol aumentou nos últimos dias após clubes se manifestarem contra a proibição. Empresas do setor também começaram a comunicar equipes sobre possíveis rompimentos de contratos de patrocínio.
Diante da reação, o governo marcou uma reunião com representantes dos clubes para esta terça-feira (29). O objetivo é ouvir os dirigentes e dimensionar os impactos financeiros provocados pela medida, enquanto eventuais alternativas para reduzir os prejuízos ainda estão em discussão.
A presença de Janja com a camisa rubro-negra, portanto, acontece em um momento simbólico: de um lado, a primeira-dama demonstra sua ligação histórica com o Flamengo; do outro, o clube está entre os principais críticos dos efeitos financeiros da decisão tomada pelo governo Lula sobre as bets.












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