Erika Hilton corta microfone da deputada Júlia Zanatta em plena Comissão da Mulher
- 19 de mar.
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19/03/2026 (09hs08m) - A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) teve sua participação cerceada durante a reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (18).

Conforme relatos de parlamentares presentes, a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP), interrompeu falas de deputadas da oposição e impediu a tramitação de requerimentos apresentados por integrantes do grupo, em um episódio que expôs o nível de tensão institucional que se instalou no colegiado desde a polêmica eleição de Hilton para a presidência, em 11 de março.
A situação levou Zanatta e outras parlamentares a realizar uma coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara, onde a catarinense anunciou um conjunto de medidas formais contra o que classificou como tentativa deliberada de silenciamento.
O que deveria ser a primeira sessão deliberativa sob o comando de Erika Hilton terminou em bate-boca e acusações graves. Segundo deputadas da oposição, requerimentos protocolados no sistema legislativo simplesmente não foram recebidos pela mesa diretora da comissão, sem justificativa regimental clara.
Entre os pedidos barrados estavam uma moção de repúdio às declarações da própria presidente, que em 11 de março utilizou a expressão “esgoto da sociedade” para se referir a críticos de sua eleição, e um requerimento de audiência pública sobre censura e liberdade de expressão de mulheres.
A presidente alegou que os requerimentos apresentavam “inadequações regimentais” e que a secretaria da comissão faria uma reavaliação técnica. Deputadas da oposição, no entanto, contestaram a explicação.
Na terça-feira (17), Zanatta já havia protocolado uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra Hilton, por possível quebra de decoro parlamentar.
A ação se fundamenta nas publicações feitas pela presidente da comissão no dia 11 de março, quando chamou opositores de “transfóbicos e imbecis” e “esgoto da sociedade”, termos que, segundo a representação, ultrapassam os limites do debate político e ferem a urbanidade institucional.
A coletiva desta quarta, porém, elevou o tom. Zanatta abriu o pronunciamento sem rodeios:













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