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Em áudio Vorcaro relata repasse de R$ 30 milhões para documentário sobre Lula, diz VEJA

há 6 minutos
2 min de leitura

09/10/2026 (07hs30m) - Uma reportagem publicada pela revista VEJA nesta sexta-feira (9) revelou áudios e documentos nos quais Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirma ter destinado aproximadamente R$ 30 milhões em dinheiro vivo para custear despesas de um documentário sobre Lula no exterior. O relato também menciona supostos repasses ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto.

Segundo a publicação, as declarações integram um anexo apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), no contexto de uma tentativa de delação premiada. Vorcaro associa os supostos pagamentos a negociações para facilitar o acesso do Banco Master a recursos de fundos de pensão de empresas estatais.


“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado”, afirma o ex-banqueiro em um dos áudios reproduzidos pela revista.


Na mesma gravação, Vorcaro diferencia esse suposto repasse do financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro, que, segundo sua versão, teria ocorrido por meio de patrocínio regular.


De acordo com o relato atribuído ao ex-banqueiro, a aproximação com integrantes do PT teria sido articulada por seu então sócio Augusto Lima. O senador Jaques Wagner teria intermediado um encontro com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto.


Nesse contexto, conforme o documento citado pela VEJA, teria sido combinado o pagamento de cerca de R$ 30 milhões em espécie para despesas do documentário Lula, dirigido por Oliver Stone, além de valores destinados ao instituto.


A reportagem também menciona uma suposta exigência de pagamentos equivalentes a 10% dos recursos que o Banco Master captasse junto a fundos como Previ, Petros e Postalis. Pelas estimativas atribuídas a Vorcaro, caso todas as operações previstas fossem concretizadas, R$ 1 bilhão seria destinado a propinas e R$ 9 bilhões ficariam com o banco. O relato não comprova que essas operações tenham ocorrido.


As acusações representam a versão apresentada pelo ex-banqueiro e não constituem, por si só, comprovação de irregularidades. Segundo o texto que relata a publicação, a PGR não acolheu as acusações contra Lula. O material fornecido não detalha os motivos dessa posição nem apresenta as manifestações dos demais citados.

 
 
 

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