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Em caso semelhante ao “Master” Presidente do Paraguai Santiago Peña renuncia ao cargo em meio a crise financeira

há 17 horas
2 min de leitura

05/11/2026 (18hs58) - O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 5, em meio à crise financeira e política que se agrava no país. Ele anunciou a decisão em publicação feita em suas redes sociais após um pedido de impeachment contra ele avançar no Congresso paraguaio.

A situação se dá em meio à dissolução do maior banco digital do Parguai, o Ueno Bank, o que acarretou uma crise bancária no País. Banco Central do Paraguai interveio no Ueno após determinar que o banco havia violado os requisitos mínimos de solvência, desencadeando uma crise que deixou os cerca de 3 milhões de clientes do banco — em um país com 6,5 milhões de habitantes — sem acesso às suas contas.


A crise provocou protestos em Assunção e a detenção de oito executivos e empresários ligados ao banco.


Peña, aliado do ‌presidente dos EUA, Donald Trump, está deixando ⁠o cargo depois que a oposição convocou uma sessão extraordinária para dar início ao processo de apresentação de um pedido de impeachment no Congresso, e enquanto manifestantes exigiam sua renúncia.


Na manhã desta quinta-feira, ‌Peña perdeu o apoio de membros de seu próprio ‌partido conservador. O ⁠vice-presidente Pedro ⁠Alliana deve assumir o cargo em seu lugar.


Os parlamentares acusaram ⁠Peña de conflitos ‌de interesse, uso indevido ‌de fundos de previdência e encobrimentos institucionais ligados ao colapso do ueno, que havia crescido rapidamente de uma empresa de fintech de nicho ⁠para um banco de médio porte administrando cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.


Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou de forma unânime o pedido de renúncia do presidente Santiago Peña em meio a crise bancária vivida pelo país. O chefe de estado havia publicado uma carta em que abria mão do cargo presidencial. O objetivo é dar continuidade ao processo de impeachment contra o mandatário.


A decisão da Câmara de negar a renúncia ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Mais cedo, os deputados já haviam recusado o pedido de renúncia do vice-presidente Pedro Alliana. Isso significa que, se os senadores aceitarem a carta de renúncia de Peña, Alliana deve ser decretado presidente do Paraguai, segundo informações do jornal paraguaio La Nación.



 
 
 

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