Decisão de André Mendonça de quebrar o sigilo de Lulinha pega Planalto e Lula de surpresa
- 27 de fev.
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27/02/2026 (07hs09m) - Segundo o Jornal Metrópoles a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pegou de surpresa ministros do Palácio do Planalto e aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos bastidores, auxiliares do presidente e advogados ligados ao entorno presidencial afirmam que não tinham conhecimento da decisão, tomada antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar a quebra de sigilo do filho de Lula.
Segundo informações de integrantes do STF, Mendonça, relator do inquérito que apura irregularidades na chamada “Farra do INSS”, autorizou o pedido da Polícia Federal ainda em janeiro de 2026. O despacho corre sob sigilo.
Após a notícia vir à tona na imprensa na tarde desta quinta-feira (26/2), interlocutores de Lula buscaram integrantes da PF para checar a veracidade da informação. Inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento formal. Posteriormente, após contatos com membros do STF, foi confirmado que Mendonça realmente havia autorizado a medida.
Para assessores do governo, a autorização do ministro indica que Lulinha é oficialmente investigado no inquérito, já que uma quebra de sigilo só é aprovada quando há elementos que justificam essa etapa da investigação.
Aliados do presidente avaliam que a medida tende a provocar mudanças na estratégia jurídica de defesa de Lulinha, além de ajustes na estratégia política do governo em relação ao tema.
Apesar da preocupação, ministros de Lula consideram que a quebra de sigilo determinada pelo STF tem menor potencial de desgaste político do que aquela autorizada pela CPMI. A interpretação interna é de que, no âmbito da comissão, o impacto público e político seria mais intenso.











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