Caiado dispara contra o STF e o TSE : “Querem chegar a uma ditadura da toga e decidir quem será o presidente”
03/10/2026 (07hs33m) - O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nesta quinta-feira (1º/10), o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo e afirmou que o episódio representa um “atentado à democracia brasileira”.

Caiado atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parte central da responsabilidade pelo impasse, argumentando que a decisão do petista de não participar do encontro contribuiu para a situação que terminou com o cancelamento.
Lula havia comunicado à Globo, na quarta-feira (30/9), que não compareceria ao debate e optou por conceder entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário.
Flávio Bolsonaro (PL), que inicialmente havia confirmado presença, também desistiu horas antes do evento. A decisão ocorreu após determinações judiciais que alteraram as condições previstas para a realização do debate.
Diante das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que modificaram regras e a composição do encontro, a Globo decidiu cancelar o debate, alegando insegurança jurídica.
“Lula provocou tudo isso. Ele foi o fator determinante de tudo isso. Ele foi provocado pelo Flávio [Bolsonaro], na minha cidade, em Goiás, dizendo: ‘Vá lá que eu vou lhe enfrentar’”, declarou Caiado.
O candidato do PSD também fez duras críticas à atuação do Judiciário e afirmou acreditar que o país corre o risco de caminhar para o que chamou de “ditadura da toga”.
Segundo Caiado, as decisões tomadas em torno do debate representam uma interferência preocupante no processo eleitoral. O presidenciável afirmou ainda que integrantes dos tribunais estariam chegando a um ponto em que, em sua avaliação, poderiam pretender “decidir quem vai ser o presidente da República”.
As declarações foram dadas após a confirmação do cancelamento do último debate da Globo antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
A formulação mantém o impacto da declaração de Caiado, mas deixa claro ao leitor que “ditadura da toga” e a alegação de interferência são avaliações do candidato, e não conclusões da reportagem.











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