Alzheimer avança e FHC já não se lembra de que foi presidente do Brasil
- há 46 minutos
- 2 min de leitura
17/06/2026 (11hs28m) - A Justiça de São Paulo decretou a interdição civil do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, em razão do avanço da doença de Alzheimer. A decisão atende a um pedido apresentado pelos filhos do ex-presidente e determina que Paulo Henrique Cardoso atue como curador provisório, passando a representá-lo em atos civis, patrimoniais e financeiros.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o avanço da doença comprometeu significativamente a memória de Fernando Henrique Cardoso. Relatos apontam que o ex-presidente já não se recordaria de ter exercido a Presidência da República por dois mandatos consecutivos.
A curatela é uma medida prevista na legislação brasileira para proteger pessoas que perderam, total ou parcialmente, a capacidade de administrar a própria vida em decorrência de doenças ou outras condições incapacitantes. No caso de Fernando Henrique, a Justiça considerou o agravamento do quadro clínico provocado pelo Alzheimer em estágio avançado.
Na prática, caberá ao filho administrar questões como movimentação financeira, pagamento de despesas, gestão do patrimônio e demais atos da vida civil em nome do ex-presidente, sempre com o objetivo de preservar seus interesses. A curatela não representa uma punição, mas sim uma medida de proteção jurídica destinada a pessoas que já não conseguem exercer plenamente sua autonomia.
Fernando Henrique Cardoso presidiu o Brasil entre 1995 e 2002 e marcou sua trajetória política pela implantação e consolidação do Plano Real, programa econômico que estabilizou a moeda brasileira e reduziu a hiperinflação.
Especialistas explicam que, nos estágios mais avançados do Alzheimer, é comum que pacientes apresentem perda significativa de memória, dificuldades de raciocínio, comprometimento da capacidade de tomar decisões e até deixem de reconhecer pessoas, fatos e acontecimentos marcantes da própria trajetória.











Comentários