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Secretário do Prefeito de Goianésia Renato de Castro faz sua defesa e ataca família Lage

O secretário de Comunicação da Prefeitura de Goianésia, Thalles Moura, disse ao Jornal Opção, que o prefeito Renato de Castro, do PMDB, “não apenas ganhou uma eleição; ele, na verdade, derrotou o Sistema”. O que é o Sistema, com S maiúsculo? “Trata-se de um poderoso grupo capitaneado pelos irmãos Jalles Fontoura (PSDB) e Otávio Lage Filho, o Otavinho. Eles representam o poder econômico na cidade e querem manter o poder político, mesmo quando desautorizados pelos eleitores.”

 

O secretário frisa que há uma espécie de “terceiro turno” e que os derrotados não aceitam a derrota e querem derrubar o prefeito. “Nós sabemos que estamos lutando contra um Sistema poderoso, que não aceitou e não vai aceitar a derrota. Tal Sistema controla parte dos meios de comunicação de Goianésia e, deste modo, tenta jogar a população contra Renato. Ora, o povo quis a mudança e optou por aquele que é bisneto do fundador de Goianésia. O grupo de Jalles Fontoura, o prefeito que foi derrotado, quer desestabilizar a gestão de Renato. Mas o prefeito não vai se agachar, pois confia na Justiça, nas instituições e no povo que lhe deu o mandato.”

 

Compra de votos

 

Renato de Castro é apontado como suspeito de ter comprado votos na eleição de outubro de 2016 e, por isso, há uma ação judicial em curso. Como o secretário avalia a questão? “Não houve compra de voto e o fato é que não há nenhuma evidência disso, não. Se não há como provar que a campanha de Renato comprou votos, como será possível condená-lo? A campanha do prefeito foi limpa. O prefeito cumpriu a lei.” Mas o vice, Carlos Veículos, o Unabomber do Vale do São Patrício, denunciou a compra de votos. “Se é assim, é ele quem tem de provar. Quem acusa tem de apresentar as provas correspondentes. Agora, se Carlos cometeu irregularidades por conta própria, por que Renato tem de assumi-las?”

 

Ao contrário de vários políticos locais, inclusive do PMDB, que apontam que Renato de Castro e Carlos Veículos estão rompidos, o secretário Thalles Moura ressalta que “o rompimento é especulativo. Os dois se respeitam. Não há uma ruptura pública”.

 

Eleição na Câmara Municipal

 

Na eleição para presidente da Câmara Municipal, Carlos Veículos não se uniu a Jalles Fontoura, o que possibilitou a eleição de um tucano para chefiar o Legislativo? “Na verdade, independentemente da união ou não de Jalles e Carlos Veículos, foi eleito o nome indicado pelo Sistema, que tem maioria na Câmara.”

 

“Jalles deixou quadro caótico”

 

Thalles Moura diz que, ao produzir denúncias contra a gestão de Renato de Castro — “que só tem 16 dias” —, “o objetivo do grupo de Jalles Fontoura é, além de desestabilizar a gestão atual, esconder o quadro caótico deixado pela própria administração. As dívidas superam 15 milhões de reais e, frise-se, ainda estamos levantando o montante completo. Jalles sequer pagou a folha de dezembro. O Ipasgo suspendeu o atendimento dos funcionários da Prefeitura de Goianésia”.

 

Retirada de ciclovia

 

O prefeito Renato de Castro começou a retirada da ciclovia de Goianésia, mas, instado pelo Ministério Público, recuou. Thalles Moura frisa que “a ciclovia é indesejada por mais de 80% da sociedade. Jalles gastou muito dinheiro para fazê-la, e os resultados foram pífios. Goianésia é uma cidade planejada, com ruas largas. A ciclovia contribuiu para o ‘estreitamento’ da Avenida Goiás e isto desagradou profundamente a sociedade. Mesmo aliados de Jalles a desaprovaram. A ciclovia contribuiu para a derrota de Jalles. O povo derrotou-o ao avaliar sua gestão”.

 

Thalles Moura informa que Renato de Castro vai “retirar a ciclovia”. “Só não a retirou porque a massa asfáltica que encomendou ainda não chegou. Retirá-la é uma prova de que o prefeito escuta a voz do povo, não é um político elitista, ao contrário de Jalles.”

 

Mas como fica o Ministério Público em relação à ciclovia? “O promotor de justiça apenas solicitou esclarecimentos. Renato apresentou suas razões e o problema está regularizado, quer dizer, a ciclovia pode ser retirada a qualquer momento.”

 

Logotipo da prefeitura

 

Em 2012, Gilberto Naves (ex-prefeito, do PMDB) e Jalles Fontoura (então eleito prefeito) selaram um acordo para não mudar o logotipo da prefeitura, quer dizer, seria mantido o brasão. “Renato decidiu mudar o logotipo, acrescentando o slogan ‘Cidade que cresce’. Por que não fazer a mudança?”

 

Ao final da entrevista, Thalles Moura diz que o “Sistema” — “o poder da família de Otávio Lage” — “perdeu a eleição mas acha que pode ganhar no tapetão. O que posso dizer é que, apesar as pressões e do poderio econômico e midiático, a sociedade quer manter Renato na prefeitura”.

 

 

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