top of page

Ypê reverte proibição após contaminação; Anvisa mantém alerta

  • 11 de mai.
  • 2 min de leitura

10/05/2026 (09hs29m) - A Ypê conseguiu reverter, temporariamente, a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que havia proibido a fabricação e comercialização de parte de seus produtos após suspeita de contaminação microbiológica.

Apesar da medida, a agência afirmou nesta sexta-feira (8) que ainda não recomenda o uso dos itens envolvidos. Análises identificaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras produzidas pela empresa, a qual oferece riscos principalmente a pessoas com sistema imunológico comprometido.


Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa reforçou o alerta aos consumidores. “Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança”, informou a agência em nota.


A Ypê afirmou que continuará colaborando com as autoridades sanitárias e disse ter apresentado informações técnicas adicionais no recurso enviado à Anvisa.


A crise envolvendo a fabricante ganhou força após a Anvisa determinar o recolhimento de produtos fabricados em lotes terminados em número 1. A decisão ocorreu depois de uma inspeção identificar risco sanitário durante fiscalização realizada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo.


Nesta sexta-feira, produtos da marca começaram a ser retirados de supermercados. Em unidades das redes Mundial e Super Market, no Bairro de Fátima, no Rio de Janeiro, detergentes, sabões e desinfetantes da Ypê desapareceram das prateleiras e foram substituídos por marcas concorrentes.


Consumidores também relataram dificuldades para conseguir atendimento no SAC da empresa após o anúncio do recolhimento.

Segundo a Anvisa, fiscais encontraram falhas consideradas graves em etapas do processo produtivo da fábrica localizada em Amparo, no interior de São Paulo.


A agência apontou problemas em sistemas de controle de qualidade, garantia sanitária e procedimentos de fabricação. Para os técnicos, as irregularidades podem favorecer contaminação microbiológica nos produtos.


A inspeção ocorreu entre os dias 27 e 30 de abril. De acordo com fiscais envolvidos na investigação, esta não foi a primeira vez que produtos da empresa apresentaram contaminação microbiológica.


Em novembro do ano passado, análises identificaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras produzidas pela empresa. O microrganismo pode representar risco principalmente para pessoas com baixa imunidade.


O diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, Manoel Lara, afirmou que a paralisação da linha de produção ocorreu após a companhia não conseguir solucionar o problema de forma consistente desde a primeira ocorrência.

 
 
 

Comentários


PATROCÍNIOS
  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
ACIJ.png
laclin.JPG
midia-top-2022.gif
radar novembro 2020.gif
bottom of page