• Folha de Jaraguá

Para evitar golpes e crimes, cidadão poderá até zerar limite para Pix noturno

27/08/2021 (16hs01m) - Apesar do limite de R$ 1 mil definido pelo Banco Central (BC) para transações eletrônicas noturnas, o cidadão poderá modular os valores com os quais contará para suas operações de Pix, TED, DOC, transferências intrabancárias, boleto, e cartão de débito. As regras foram detalhadas pelos diretores de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, João Manoel Pinho de Mello, e de Fiscalização, Paulo Souza, da instituição financeira.


O BC decidiu adotar medidas para aumentar a segurança das transações e reduzir riscos de crimes violentos, como sequestros-relâmpago, coação para transferências eletrônicas, golpes e fraudes. Para isso, estabeleceu que de 20h às 6h, o limite das operações será de R$ 1 mil. O usuário, no entanto, pode até mesmo reduzir a zero a sua disponibilidade de recursos para esse tipo de transação. Neste caso, o pedido deverá ser atendido imediatamente pela instituição financeira.


Na hipótese de solicitação de aumento do limite, o prazo para atendimento da demanda será de, no mínimo, 24 horas e até 48 horas, e deverá levar em consideração a adequação desse montante à rotina financeira do cliente.

As medidas foram traçadas com base em dados reais, segundo João Manoel, para garantir a segurança, desestimulando os criminosos, sem reduzir o interesse do uso do Pix, uma operação de transferência em tempo real, e outras operações por meio digital. João Manoel disse que 90% das transações realizadas durante a noite e madrugada têm montante igual ou menor que R$ 500.


Segundo o BC, esse tipo de fraude vem diminuindo. Quando o Pix foi lançado, havia registro de uma transação suspeita a cada 100 mil. Em agosto, foi detectada a ocorrência de metade dessa proporção, ou seja, meia operação a cada 100 mil. De acordo com Paulo Souza, 0,6% dos casos são de possíveis crimes contra as pessoas.

As novas regras foram adotadas para reduzir o risco, por menor que seja, segundo os diretores do BC, e o sentimento de insegurança do usuário, mas é impossível assegurar que as fraudes vão acabar. “É impossível garantir que não haverá mais crimes, falar isso seria leviano. Nosso objetivo é proteger ao máximo os clientes e reduzir os incentivos para que esses meios sejam usados para fraudes e crimes violentos“, afirma João Manoel.



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