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Padre goiano diz em áudio que quem votar em Lula "vai pagar no juízo final"

13/10/2022 (17hs19m) - O médico e padre Pablo Henrique de Faria, da Paróquia São Paulo VI, em Iporá, a 226 km de Goiânia, enviou um áudio para uma fiel alegando que quem votar no candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "vai pagar no juízo final". A irmã da mulher que recebeu os áudios afirma que o líder religioso está fazendo uma “lavagem cerebral” nos fiéis. Ele se defende dizendo que está cumprindo seu papel de dar luz à consciência dos fiéis.


O religioso compartilha seu posicionamento político em favor do candidato adversário, Jair Messias Bolsonaro (PL), em suas redes sociais particulares. A conversa entre o padre e a fiel teria começado após uma dessas publicações. “Ele é muito apoiador do Bolsonaro e está fazendo uma lavagem cerebral nos fiéis. Minha irmã viu as postagens dele e foi falar que aquele tipo de colocação não deveria ser feita por um padre”, contou Rosimar Sebastião, irmã da mulher.


 Durante a conversa, segundo o próprio padre, as emoções foram se intensificando e, neste momento, ele mandou o áudio. “Você não conhece o catecismo, quem é pastor aqui sou eu. O pastor que sabe o que é o certo de Cristo, eu respondo diante dele. Você é ovelha, precisa ouvir o pastor e se não quiser, vá em outra igreja. Agora, eu garanto que quem votar nessa quadrilha de ladrões e comunistas vai pagar no juízo final”, afirma Pablo no áudio.


Em outros áudios, o padre ainda afirma que vai defender o Bolsonaro “até a morte” e acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de ser uma quadrilha “de ladrões, saqueadores, assassinos e sexualizadores de criança”, entre outros. A fiel que recebeu os áudios e que não quis se identificar, contou à irmã que ficou indignada com a conversa e os áudios e ainda destacou que ele usa a fé como uma ferramenta para coagir o voto dos fiéis, informou Rosimar.

Defesa


Durante a entrevista ao POPULAR, padre Pablo Henrique de Faria reafirmou que estava cumprindo seu papel de líder religioso na defesa dos valores cristãos. “Existem temas dentro da igreja que são inegociáveis, são eles a vida, a família e a liberdade e nós devemos proteger isso sempre. A igreja não tem partido, mas o pastor ensina quem são os candidatos que ameaçam esses valores. Minha função no dia a dia é iluminar a consciência para escolher corretamente”, alegou.


Pablo ainda destaca que foi a própria irmã que foi atrás dele para tentar persuadi-lo. “Para deixar bem claro, a conversa tinha um teor doutrinário e, na verdade, ela nunca foi membro da minha igreja. Ela quem estava me atacando, pois veio no meu privado colocar em cheque meus conhecimentos sobre a doutrina”, explicou. O líder religioso ainda afirmou que não tem a intenção de obrigar os fiéis a votar em determinado candidato, mas orientar na escolha correta.


Questionado sobre a denúncia feita à Diocese, o padre disse que os bispos já entraram em contato com ele e que a orientação pastoral será particular a ele. “As questões dos valores, nenhum bispo poderá mudar. Mas nesse caso específico é uma conversa privada entre dois cidadãos e eu tenho o direito de dialogar com qualquer pessoa. Não foi uma atitude pastoral geral, é uma conversa particular e o erro foi dela de disseminar mostrando só o lado dela”, finalizou. Via Jornal O Popular



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