Moraes compara esquema com emendas a máfia italiana ao votar por condenação de deputados do PL
- 18 de mar.
- 2 min de leitura
18/03/2026 (10hs52m) - Ao votar para condenar três deputados do Partido Liberal (PL) por corrupção passiva em caso de suposto desvio de emendas parlamentares, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou o esquema à máfia italiana.

Em voto apresentado na tarde desta terça-feira (17/3), Moraes afirmou que o grupo composto por Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho;
Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), o Pastor Gil; e João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa, mantinha um controle de valores relacionados às emendas e utilizava cobranças estruturadas, com divisão de quantias e pressão sobre os envolvidos.
"Parece aqui, presidente [ministro Flávio Dino], que ninguém viu (sic) nem precisava conhecer a história, mas ninguém viu o filme Os Intocáveis? Tinha o Sean Connery, que era um deles, e o principal, que agora me fugiu o nome, Kevin Costner.
Mesmo que não conhecesse a história, Al Capone foi pego pelo livro de contabilidade", disse Moraes, ao citar a existência de uma tabela de pagamentos entre Maranhãozinho e Bosco Costa.
Moraes prosseguiu: "Aqui continuam fazendo a contabilidade, continuam enviando e depositando. Então tem o depósito, tem a contabilidade, tem a prestação de contas. E, assim como a máfia italiana nos Estados Unidos, havia o cobrador e, se começasse a demorar, havia o Pacovan [Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan]. Tinha violência e grave ameaça para cobrança".
O ministro pontuou ainda que, ao acompanhar o voto do relator, ministro Cristiano Zanin, ficou demonstrada, ao longo da ação penal, a existência de uma estrutura voltada à prática de um mesmo crime, com um padrão de atuação entre os parlamentares, que está sob investigação da Polícia Federal
(PF).
METRÓPOLES - iei ARQUIVORP













Comentários