Lula diz que 'todo mundo' deveria ter direito ao aborto e vira alvo de evangélicos
- 6 de abr. de 2022
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06/04/2022 (17hs14m) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu na terça-feira que toda mulher deveria ter direito ao aborto no Brasil, por ser "uma questão de saúde pública". A afirmação, dada durante um debate realizado em São Paulo, gerou reação de evangélicos e bolsonaristas. Sem fazer menção direta Bolsonaro (PL), e também afirmou que "pauta da família" é muito atrasada, e "autorizada por um homem que não tem moral para fazer isso".
"Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal", disse Lula, afirmando que a mulher com dinheiro pode fazer o procedimento no exterior.
"Aqui no Brasil não faz (aborto) porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar", declarou.
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) reagiu a fala do petista com críticas. "Acredito que pela primeira vez vi o Lula de quem sempre falei! Lula para maiores", disse o parlamentar.
Filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou Lula pela fala e elencou posicionamento que, para ele, refletem que "Lula não está pensando em eleição num país cristão que respeita a propriedade privada".
A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou em postagem no Instagram que "a pauta do ex-presidente sempre foi a cultura da morte".
O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos-PR) também se manifestou sobre o tema: "Ninguém tem o direito de tirar a vida de um bebê, dentro ou fora da barriga", declarou.












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