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Lula diz que derrotará Flávio Bolsonaro no 1º turno, mesmo com apoio do secretário de Estado americano Marco Rubio.

  • 21 de jul.
  • 2 min de leitura

21/07/2026 (07hs04m) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20), durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pode vir ao Brasil apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, mas declarou confiança na vitória de seu grupo político nas eleições.

“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, afirmou o presidente.


Durante o discurso, Lula voltou a criticar adversários políticos e, sem citar nomes, afirmou que o Brasil tem “vários traidores” que buscam apoio estrangeiro para impor sanções ao país. O presidente também retomou uma declaração que já havia feito anteriormente ao afirmar que, “antigamente, traidor era enforcado”, reforçando que considera a traição à pátria um ato de extrema gravidade.


“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil. Eles podem até montar um comitê para apoiar nosso adversário, porque quem decide o futuro deste país é o povo brasileiro”, disse.


O evento marcou o anúncio oficial do apoio do PDT à pré-candidatura de Lula à reeleição. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos participantes da convenção nacional do partido.


Em outro trecho do discurso, o presidente afirmou que pretende convidar observadores internacionais para acompanhar o processo eleitoral brasileiro e declarou que seu grupo político “não tem o direito de perder essas eleições”, argumentando que pretende impedir o retorno do “negacionismo” e do “fascismo” ao governo federal.


As declarações ocorrem pouco mais de um mês após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro apresentar uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula. Na ação, o parlamentar sustenta que o presidente teria cometido ameaça e incitação ao crime ao relacionar adversários políticos à expressão “traidores da pátria” e mencionar o enforcamento de Joaquim Silvério dos Reis durante um discurso realizado em Catalão (GO). Flávio afirma que as declarações poderiam ser interpretadas como incentivo à violência contra sua pessoa.

 
 
 

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