Instituto CEM, que administrou o HEJA e policlínicas, é notificado a devolver R$ 37,1 milhões ao Governo de Goiás
- 13 de jul.
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06/07/2026 (11hs51m) - O Instituto CEM, que administrou o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (HEJA) entre 2021 e o início de 2022, e diversas policlínicas foi notificado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) para devolver mais de R$ 37,1 milhões aos cofres públicos. A cobrança é resultado de auditorias que apontaram o descumprimento de metas contratuais e a não implantação de serviços em unidades da rede estadual.

As notificações envolvem o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO) e as policlínicas estaduais de Quirinópolis, Posse, Goianésia e Formosa. O maior valor é referente ao HUGO, onde a SES cobra R$ 19,07 milhões por metas que, segundo relatório técnico, não foram integralmente cumpridas entre janeiro e junho de 2024.
Nas policlínicas, os valores cobrados são de R$ 6,48 milhões em Quirinópolis, R$ 4,13 milhões em Posse, R$ 3,76 milhões em Goianésia e R$ 3,67 milhões em Formosa. Somadas, as notificações totalizam cerca de R$ 37,1 milhões.
De acordo com os documentos publicados no Diário Oficial, a Secretaria de Saúde afirma que o Instituto CEM foi comunicado anteriormente sobre as inconsistências apontadas, mas não apresentou manifestação. Agora, a organização, o diretor-presidente e o diretor financeiro têm prazo de dez dias para apresentar defesa ou efetuar o ressarcimento dos valores.
Caso não haja devolução, os processos poderão ser encaminhados à Gerência Extraordinária de Tomada de Contas Especiais, com atualização monetária, incidência de juros e eventual abertura de procedimento administrativo pela Corregedoria Setorial.
As irregularidades dizem respeito a contratos executados em 2024 e envolvem metas assistenciais e serviços que, conforme a SES-GO, não foram integralmente entregues à população.
O Instituto CEM também esteve à frente da gestão do Hospital Estadual de Jaraguá (HEJA), assumindo a unidade em caráter emergencial em fevereiro de 2021. A administração permaneceu sob responsabilidade da organização até a transição para o Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC), concluída no início de 2022.












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