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Deputados tentam anular venda de mineradora de terras-raras em Goiás para empresa dos EUA

  • 27 de abr.
  • 2 min de leitura

25/04/2026 (10hs11m) - Os deputados do PSol pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a anulação da venda da mineradora Serra Verde, que atua com mineração de terras-raras em Minaçu, para a empresa dos Estados Unidos US Rare Earth. Os parlamentares Sâmia Bomfim (SP), Glauber Braga (RJ) e Fernanda Melchionna (RS) também pedem uma investigação contra o ex-governador e pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD), conforme noticiado pela Agência Brasil na quinta-feira (23).

Em nota, o governo de Goiás afirmou que a ação tem caráter “estritamente político-eleitoral e carece de fundamento técnico e fático”. Segundo a gestão, “trata-se de uma tentativa evidente de instrumentalização ideológica-partidária do assunto, revelando desconhecimento sobre o setor e superficialidade no tratamento de uma pauta complexa e de alta relevância para o Brasil”


Na peça, os congressistas pedem o cancelamento imediato de todos os atos da negociação, como acordos, pagamentos e contratos. Além disso, eles solicitam que seja instaurado um inquérito civil e criminal para verificar “fatos que possam configurar grave ameaça à soberania econômica do Brasil”.


Os deputados do PSol também pedem à PGR para enviar as ações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a declaração de nulidade, devido à “possível invasão de competência da União em temas como mineração e relações internacionais”.


Quanto ao negócio, a compra foi anunciada por US$ 2,8 bilhões em 20 de abril. Confira a nota enviada ao Mais Goiás pelo governo estadual na íntegra:


“A ação movida pela parlamentares do PSOL tem caráter estritamente político-eleitoral e carece de fundamento técnico e fático. Trata-se de uma tentativa evidente de instrumentalização ideológica-partidária do assunto, revelando desconhecimento sobre o setor e superficialidade no tratamento de uma pauta complexa e de alta relevância para o Brasil.


A mina de terras raras da Serra Verde opera regularmente desde 2019, com todas as autorizações concedidas pela União. Em Goiás, são extraídos elementos como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio, fundamentais para a indústria de alta tecnologia.


A operação comercial começou em janeiro de 2024, após licença da Agência Nacional de Mineração e do Ministério de Minas e Energia

Sobre a questão societária, a empresa já contava com participação de fundos internacionais (dois americanos e um britânico), e passa agora a ter também como acionista a USA Rare Earth, igualmente norte-americana.


A movimentação é tida como comum no mercado global de mineração e reforça a inserção do empreendimento em uma cadeia internacional estratégica.


Hoje, os minerais extraídos em Goiás são enviados à China para processamento, seguindo a dinâmica internacional. O Estado assinou memorando de entendimento visando instituir a industrialização localmente, agregando valor, inovação tecnológica e gerando empregos para o Brasil. As terras raras goianas têm alto índice de aproveitamento, o que reforça sua competitividade e seu potencial para gerar mais divisas e inovação tecnológica para o País.


Fica evidente que a tentativa de politizar o tema atende a interesses eleitorais e desvia o foco do que importa: o desenvolvimento econômico e o fortalecimento de um setor estratégico para Goiás e para o Brasil.”

 
 
 

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