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Damares afirma que grandes igrejas e pastores estão envolvidos nas fraudes do INSS

  • Foto do escritor: Folha de Jaraguá
    Folha de Jaraguá
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

14/01/2026 (07hs59m) - A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) tem identificado a participação de grandes igrejas e de líderes religiosos em esquemas de fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo a parlamentar, as descobertas passaram a gerar pressões políticas e religiosas para tentar frear o avanço das investigações no Congresso Nacional.

As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News. De acordo com Damares, a comissão começou a enfrentar tentativas recorrentes de obstrução após a inclusão de nomes ligados a lideranças religiosas influentes no escopo das apurações. Segundo ela, há pedidos diretos para que determinados casos não sejam aprofundados, sob o argumento de evitar frustração entre fiéis.


A senadora relatou que a atuação de pastores e igrejas aparece como parte da engrenagem utilizada para aplicar golpes financeiros. Conforme as investigações, instituições religiosas teriam sido usadas como canais de aproximação com aposentados e pensionistas, que acabavam sendo induzidos a autorizar descontos indevidos ou a contratar empréstimos consignados sem pleno conhecimento das condições.


Ainda segundo Damares Alves, o surgimento de nomes ligados a grandes igrejas provocou reações organizadas para limitar o alcance da CPMI. De acordo com a parlamentar, representantes religiosos, instituições financeiras e atores políticos de diferentes correntes estariam atuando para reduzir o impacto das investigações e evitar o aprofundamento das apurações.


A senadora afirmou que, sempre que um líder religioso de grande visibilidade é citado, surgem manifestações para que o tema não avance. O argumento recorrente, segundo ela, é o de que a investigação poderia causar decepção ou abalo emocional em comunidades religiosas inteiras.


As apurações indicam ainda que templos e igrejas teriam sido utilizados como espaços de captação de aposentados e pensionistas. Relatos colhidos pela CPMI apontam que fiéis eram abordados nesses ambientes ou orientados por pessoas de confiança ligadas às lideranças religiosas, passando a aderir a contratos que resultavam em descontos irregulares nos benefícios do INSS.

 
 
 

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