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Chuvas irregulares atrapalham plantio e perdas serão de até 23% na produção goiana

25/01/2024 (11hs32m) - A produção goiana deve apresentar perdas que podem variar entre 15% e 23%. Essa é a previsão da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), apresentada no Balanço da Expedição Safra Goiás, nesta semana. O baixo volume de chuvas no início do plantio, entre setembro e outubro do ano passado, foi apontado como principal motivador.


A expedição percorreu 6 mil quilômetros, em 80 municípios goianos. A conclusão foi de que há perdas consolidadas na produção em Goiás.


De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre 2022 e 2023, a produtividade média foi de 65 sacas por hectare. A estimativa da Faeg é que entre 2023 e 2024, esse valor caia para 50 ou 55 sacas por hectare.


Durante a apresentação, além da escassez da chuva, com precipitações esparsas em volumes variados, foram citados os estresses hídricos e térmicos como fatores que colaboraram para essa queda. As principais perdas foram em lavouras que fizeram o plantio em setembro ou outubro, por conta também das altas temperaturas do período. Quem plantou em dezembro e janeiro também pode ser prejudicado devido o plantio fora da janela ideal.


Quem fez em novembro ainda conseguiu uma condição melhor de produtividade.O fato de ainda haver lavouras em estado vegetativo ou reprodutivo inicial faz com que a estimativa não seja tão precisa, já que o tempo daqui para frente ainda deve influenciar. As regiões mais prejudicadas foram o Sudoeste, o Vale do Araguaia e Nordeste Goiano.


Foi observado ainda uma grande pressão de pragas nas áreas produtivas, especialmente as lagartas. As colheitas pontuais já realizadas mostraram baixo desempenho, até agora, com produtividades abaixo de 30 sacas por hectare. Cerca de 3% das lavouras goianas já estão colhidas com esse baixo rendimento.


Gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim afirma que há uma preocupação com a chegada do La Niña, previsto para o segundo semestre deste ano. Segundo ele, o fenômeno é bom para Goiás porque traz chuvas mais abundantes.


O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, avalia que o resultado trouxe “surpresas desagradáveis”. “É uma perda considerável. Significa que mais de 3 milhões de toneladas de soja deixarão de ser colhidas em Goiás”, afirma.



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