Caos na saúde de Goiânia gera forte repercussão negativa contra o prefeito Sandro Mabel
- Folha de Jaraguá

- 15 de jan.
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15/01/2026 (12hs00m) - O agravamento da crise na saúde pública de Goiânia tem provocado forte repercussão negativa contra a gestão do prefeito Sandro Mabel. Nos últimos dias, denúncias sobre a precariedade estrutural das unidades de saúde e falhas graves no atendimento à população ganharam grande visibilidade, ampliando as críticas à administração municipal.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), ao menos oito unidades públicas de saúde da capital encontram-se em situação de abandono e precarização. Diante do cenário, a entidade anunciou a paralisação dos serviços de urgência e emergência nesta terça-feira (13), sem previsão para retomada dos atendimentos.
Vídeos e imagens divulgados pelo Simego revelam um cenário alarmante: falta de medicamentos, presença de animais, mato alto, vazamentos, infiltrações e até móveis enferrujados em diversas unidades, como o Cais Bairro Goiá, UPA Itaipu, Cais Vila Nova, UPA Noroeste, Cais Campinas, Cais Cândida de Morais, Ciams Urias Magalhães e o CSF Jardim Primavera.
Estrutura comprometida e riscos à população
No CSF Jardim Primavera, a situação é ainda mais crítica. Parte do telhado da sala de vacinas cedeu durante uma chuva, agravando um problema recorrente de alagamentos na unidade — situação que se intensificou com o período chuvoso em Goiás. Para evitar a perda de insumos e a contaminação dos materiais, profissionais precisaram improvisar uma cobertura com lona, expondo a fragilidade da estrutura e a falta de manutenção adequada. Problemas semelhantes também foram registrados no Cais Vila Nova.
Já no Cais Campinas e na UPA Noroeste, a falta de mobiliário e de manutenção estrutural compromete o funcionamento das unidades. Os poucos móveis disponíveis estão danificados ou enferrujados, o que impossibilita o uso adequado e representa risco à saúde de pacientes e profissionais. Além disso, paredes e tetos apresentam mofo generalizado, causado por falhas de impermeabilização nas lajes.
Críticas à gestão municipal
As denúncias reforçam o clima de insatisfação com a condução da saúde pública na capital e aumentam a pressão sobre a gestão do prefeito Sandro Mabel, que enfrenta questionamentos sobre a falta de investimentos, manutenção e planejamento no setor. Entidades de classe alertam que, sem medidas urgentes, o cenário tende a se agravar, afetando diretamente milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia.
















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