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Bancos e empresas já podem tomar veículos com atrasos nas parcelas sem decisão judicial

24/01/2024 (12hs36m) - Empresas e bancos têm agora a autorização para retomar veículos de indivíduos que atrasarem o pagamento de parcelas de financiamentos, sem a necessidade de uma ordem judicial. Essa mudança foi viabilizada após o Congresso Nacional revogar, no dia 15 de dezembro de 2023, o veto do presidente Lula a um artigo do denominado Marco de Garantias. Esse artigo possibilita a apreensão de carros por parte das empresas credoras sem a intervenção do sistema judiciário, aplicando-se especialmente a casos em que o próprio veículo serve como garantia para o empréstimo.


A simplificação do processo, de acordo com o Ministério da Fazenda, poderá deixar mais barata a aquisição de empréstimos e financiamentos. Isso porque o risco de inadimplência cai.


Agora a ordem para tomada dos carros pode ser dada por cartórios, com o auxílio de órgãos de trânsito locais para execução do procedimento. Bancos já estão fazendo valer a norma. O advogado especializado em Direito Bancário, Daniel


Romano, destaca que a revogação do veto ao Marco de Garantias atende a uma antiga demanda dos bancos, visando reduzir despesas processuais e agilizar a retomada de veículos de consumidores inadimplentes.


Mesmo sendo uma mudança recente, os bancos já começaram a desistir de muitos processos de busca e apreensão em curso.


Romano explica que os bancos argumentam que a apreensão extrajudicial simplifica o procedimento, tornando-o menos burocrático e mais rápido, sem a necessidade de agendar o cumprimento do mandado com um oficial de justiça. A justificativa é que essa abordagem resultaria em uma redução nas taxas de juros e despesas para os consumidores que contratam empréstimos.


Com essa alteração, o processo de apreensão de veículos assemelha-se ao modelo adotado nos Estados Unidos, onde os proprietários muitas vezes não têm conhecimento imediato da remoção de seus veículos.


Romano destaca que o lobby intenso dos bancos influenciou os políticos na aprovação dessa mudança, e alguns bancos agora exigem a instalação de rastreadores nos veículos durante negociações recentes.


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