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Conta de energia em Goiás terá redução 5% depois de subir 81% nos últimos anos


A tarifa de energia cobrada pela Enel Distribuição Goiás sofreu uma redução média de 3,90% após o reajuste anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e que passou a valer ontem. Um alívio que chega à redução de 5,08% para o consumidor residencial com custo de R$ 533,69 o Megawatt-hora (MWh). Porém, se comparado ao que vigorava há dez anos, o valor pago pelos goianos é hoje 81,82% maior – acima da inflação (IPCA) para o período (75,77%).

Desde que a Enel assumiu a antiga Celg, o que ocorreu em 2017, a tarifa das residências ficou em média 27% mais cara na área da distribuidora. Na conta de energia do consumidor, a variação pode ter sido ainda maior, pois entram as bandeiras tarifárias (verde, amarela, vermelha), por exemplo, o que faz com que o custo final tenha mais oscilações a depender dos adicionais aplicados. <

De outro lado, a distribuidora não está sozinha nessa trajetória. O custo da energia ficou maior para os brasileiros de forma geral. Em comparação com outras distribuidoras, a tarifa praticada pela Enel em Goiás era a 24ª maior em ranking com 53 companhias de energia. Com o reajuste deste ano, passou a ser a 18ª mais barata do País.

O principal fator a puxar a tarifa para baixo este ano ocorreu por medida adotada pela Aneel em agenda de desoneração tarifária com o pagamento antecipado do empréstimo da Conta ACR em setembro. Impactou o reajuste em -5,12%. Diz respeito à cessão negociada com bancos em 2014 e 2015 para cobrir rombo no caixa das distribuidoras e que começou a ser paga pelos consumidores em 2015. ">O empréstimo teria de ser quitado até abril do ano que vem. Foi antecipado depois de intensa negociação da Aneel, Ministério de Minas e Energia e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O cálculo da agência é de que isso retirou R$ 8,4 bilhões das contas de luz dos brasileiros até 2020. Também por esse fator, outras distribuidoras tiveram reajuste negativo este ano, inclusive maiores que o da Enel – a CPFL Piratininga teve redução aprovada ontem em 11,38%. Esse empréstimo (Conta ACR) teve vários efeitos cascata no setor e com juros embutidos. Ao tirar da tarifa, há o desconto. Mas por mais que fique mais baixa a tarifa, não volta aos patamares de 2015”, alerta a consultora da Thymos Energia, Ana Carolina Silva, ao explicar que como o item afeta a parcela da tarifa que é paga somente pelo consumidor cativo, os consumidores da alta tensão (livres/industriais) tiveram redução tarifária menor.

A conta ACR faz parte dos encargos setoriais, que ao todo corresponderam a um efeito de -6,42%. Entre os fatores considerados para o cálculo tiveram alta custos de transmissão (0,88%), compra de energia (0,44%) e dentre os componentes financeiros o risco hidrológico calculado com previsão para os próximos 12 meses aumentou 4,68% em relação ao processo tarifário de 2018 – quando a alta média da tarifa foi de 18%.

O risco hidrológico é um dos itens que mais afeta”, explica a consultora sobre a metodologia, que repassa ao consumidor as oscilações até das chuvas. Porém, no fim, a parcela mais pesada para a tarifa continuam sendo os impostos, que correspondem a 32% do custo.

Informações: Katherine Alexandria (O Popular)

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