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Programa Goiás na Frente será encerrado e obras em Jaraguá ainda não tem solução


Em entrevista coletiva no Palácio Pedro Ludovico, na manhã de segunda-feira (4), o secretário de Governo, Ernesto Roller (MDB), divulgou o levantamento do Goiás na Frente. Segundo ele, dos 395 convênios firmados com 221 municípios, somente quatro cidades receberam o repasse do valor integral acordado. Roller disse que aguarda uma resposta formal da Secretaria de Economia, mas já adiantou que o programa não deve ter continuidade, já que não há recurso disponível.

O programa foi criado para destinar R$ 9 bilhões para as áreas da Saúde, Educação, Infraestrutura, Segurança Pública e Saneamento. Deste total, R$ 6 bilhões seriam recursos diretos do estado, da venda da Celg-D e convênios da união. Outros 3 bilhões seriam de investimentos em parcerias com a iniciativa privada. Apesar disso, o Goiás na Frente só cumpriu 30% dos contratos firmados. Atualmente há quase duas mil parcelas em aberto, totalizando uma dívida de mais de R$ 330 milhões e 312 obras paradas em todo o estado. O valor prometido por convênios era de R$ 500 milhões.

De acordo com Roller, dos 395 convênios firmados, apenas 38 foram executados integralmente. Quatro deles com investimentos em obras de infraestrutura e 34 para shows, festas e aquisição de veículos. Outros 63 convênios foram cumpridos parcialmente, entre 50 e 99%. Além disso, 249 contratos tiveram menos de 50% dos repasses e 45 convênios não foram sequer iniciados, ou seja, não receberam quantia alguma.

Segundo o secretário, a apuração será encaminhada ainda na segunda-feira (4) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Faremos o encaminhamento imediato sobre aquilo que já detectamos no que diz respeito à responsabilidade do estado”, disse. O emedebista afirmou ainda que o governo irá iniciar um diálogo com os municípios para solucionar os problemas. Para Roller, ainda não é possível precisar quais serão as soluções pois cada cidade apresenta suas particularidades. “Alguns municípios têm condição de concluir as obras com recursos próprios, outros não, e nestes casos deverá ser feita a rescisão do contrato”, falou.

Ainda conforme o secretário, o programa começou de forma errada. “Vendeu-se uma expectativa que sabia não poder cumprir e colocou os municípios e a população em uma situação danosa. A grande demonstração de que não havia dinheiro é essa situação que chegamos. Essa foi talvez mais uma jogada de marketing ao longo dos últimos anos”, criticou. Segundo ele, o estado só vai firmar novos convênios quando tiver dinheiro para não utilizar “a mesma prática irresponsável da gestão anterior”.

JARAGUÁ

Em Jaraguá, existem duas obras paralisadas do Programa Goiás na Frente, a pavimentação do Setor Santa Fé, que está 70% concluída e as obras do Setor Primavera III, com 10% de conclusão. A última foi iniciada no período eleitoral, com o objetivo de ludibriar o eleitor e foi paralisada logo após as derrotas de José Eliton, Marconi Perillo e Nédio Leite, deixando uma situação de caos no bairro. Ao todo, as duas obras deveriam ter recebido investimentos superior as 6 milhões de reais.

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