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  • Folha de Jaraguá

Após vítima representar por racismo no Ministério Publico, advogado envolvido dá explicações


De acordo com o promotor de justiça, Everaldo Sebastião de Souza, uma funcionária do fórum da comarca de Jaraguá, procurou o Ministério Público, para fazer uma representação, contra uma pessoa do meio jurídico, por racismo, até então o nome do envolvido não havia sido revelado. Porém na tarde de terça-feira, 26 de junho, o advogado Jorge Nunes de Barros, procurou o repórter Dude Bill e assumiu ser ele a pessoa envolvida no caso investigado pelo Ministério Público.

A denúncia representada pela vítima ao Ministério Público, narra que o advogado, em discussão no cartório que fica dentro do fórum, teria começado a duvidar da existência de Deus. “No cartório haviam duas funcionárias, uma loira, de olhos claros e outra negra do cabelo ruim. Ele teria dito, como poderia existir Deus, se existiam duas pessoas, uma com as características perfeitas, bonita e outra negra com as características de uma pessoa feia. Isso gerou um descontentamento, um abalo muito grande na vítima e por isso ela procurou o Ministério Público e nós abrimos uma investigação, requisitamos um inquérito policial” disse Everaldo Sebastião.

Se confirmados os fatos, o promotor disse que pedirá a aplicação da lei, com a busca do ressarcimento necessário para tutelar a vítima. “Será uma punição para servir como exemplo, porque é inadmissível que isso ocorra em pleno século 21, que alguém seja discriminado ou diminuído em decorrência da sua cor” frisou. Ainda segundo o promotor, dependendo do contexto, a pena pode chegar a 8 anos de prisão, além das ações de ressarcimento, sem falar em possíveis sanções da OAB.

OUTRO LADO

Jorge Nunes de Bastos procurou o repórter Dude Bill, e em entrevista ele tentou se explicar. Disse que a declaração foi retirada de um contexto maior, dentro de uma conversa estabelecida com outros interlocutores, onde lhe teriam questionado a respeito da existência de Deus. Ele então teria relacionado às injustiças que existem no mundo, confrontando esses fatos com a existência divina, citando em seguida a questão das raças.

Segundo ele sua fala, foi da seguinte forma “Existem as moças louras e bonitas, do cabelo liso. Existem pessoas pretas, que não tem beleza e ainda por cima tem o cabelo ruim, como o meu. Ainda apontei para a minha cabeça” frisou. O advogado disse que suas opiniões sobre o tema estão em sua conta no facebook. “Já disse que o racismo nunca vai acabar, vai diminuir, quando o povo preto tomar consciência, que precisa estudar, trabalhar muito e ficar rico. Porque para as pessoas instruídas, com riqueza a discriminação não vale nada” argumentou.

Questionado mais uma vez se acredita em Deus, Jorge Nunes disse que prefere a ciência e na sequencia defendeu o socialismo como política pública e voltou a dissertar sobre o que acha da desigualdade humana e o poder de divino. O advogado afirmou que a denúncia contra ele, foi influenciada por uma terceira pessoa, que o pai dela, teria perdido uma causa jurídica para ele, há alguns anos e que ela guardou essa magoa para ataca-lo agora. “Não me dirige especificamente a ninguém e essa terceira pessoa nem lá estava” afirmou.

Jorge Nunes negou que seja racista. “Eu sou um homem mestiço, minha família toda é mestiça, como é que eu vou ser racista” frisou. Confrontado pelo repórter se pediria desculpas à pessoa que se disse vítima se racismo, o advogado, foi curto e grosso. “Eu não tenho que pedir desculpas, eu não cometi nenhum crime, não há ofendi. Foi um comentário geral, sobre um assunto geral” concluiu, afirmando que está pronto para se defender.

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