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Promotor investiga venda ilegal de equipamento de Indústria de Polpas de Frutas


O promotor de justiça, Everaldo Sebastião de Souza, afirmou na segunda-feira, 14 de maio, ao repórter Dude Bill, que o Ministério Público, instaurou um procedimento criminal para apurar denúncia de venda de maquinários, destinados a Indústria de Polpa de Frutas de Jaraguá. De acordo com o promotor, o que se sabe até o momento, torna a denúncia muito grave e se confirmada, os prejuízos aos cofres públicos podem chegar a meio milhão de reais.

O representante do MP, diz que os diretores da Cooperativa de Produtores que administram a Indústria de Polpas de Frutas (que nunca foi inaugurada), atuam como laranjas. “É uma cooperativa de fachada, não se tem notícia de que uma única fruta foi esmagada nessa indústria. E o que é pior, a denúncia é de que um de seus diretores está dilapidando o patrimônio da indústria, repassando os equipamentos para credores e outras cooperativas. Isso é muito grave” afirmou.

A indústria de polpa de frutas era para ter sido inaugurada na gestão do Ex-prefeito Lineu Olímpio, mas não foi adiante. O prédio localizado às margens da GO-080 ficou pronto e a licitação dos equipamentos teve a sua sequencia na gestão do Ex-prefeito Ival Avelar, sendo a gestão da indústria repassada a CooperFamiliar. Mas houve problemas com a entrega dos equipamentos e a indústria nunca entrou em funcionamento e os entraves também nunca foram resolvidos.

15 pessoas já foram ouvidas pelo Ministério Público e elas confirmaram que jamais houve uma reunião para deliberar sobre o funcionamento da indústria de polpas. “Um funcionário, afirmou que as máquinas estão sendo retiradas uma a uma e entregues para pessoas de Anápolis, Goiânia e de outras cidades” frisou. O promotor disse ainda que vai apurar a omissão da prefeitura em fiscalizar a cooperativa.

O promotor falou também em abrir uma ação civil pública, pedindo a justiça à interdição da fábrica, devolvendo a responsabilidade para a prefeitura. “Vamos fazer isso, pelo menos até que tudo esteja esclarecido. Em valores atualizados, foram investidos mais de três milhões nessa obra, entre construção e equipamentos. Ninguém tem autorização para vender ou se desfazer desse patrimônio público, porque foi adquirido com recursos do Ministério da Agricultura via Governo Federal” pontuou.

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