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Chega ao fim o sequestro do empresário Carlos Roberto Martins de Petrolina


Um saco de pães, uma caixa de suco de caju, duas garrafas de 500 ml de água e um creme dental. Com isso e dois colchões, os sequestradores mantiveram desde domingo passado o cativeiro do empresário Carlos Roberto Martins das Dores, de 53 anos, de Petrolina de Goiás.

A casa escolhida não tem móveis, é localizada no Jardim América IV, às margens da BR-070, em Águas Lindas de Goiás, no entorno do Distrito Federal. Após cerca de 41 horas em poder dos criminosos o empresário, enfim, pôde se ver salvo, com policiais do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAS-DEIC).

Na madrugada, sequestradores chegaram a encaminhar um vídeo à família de empresário, que pedia o pagamento de R$ 200 mil pela liberdade, além de pedir para que os parentes não chamassem a polícia.

Quando foi colocado em liberdade, Carlos ainda estava nervoso, e chorava, quando foi colocado dentro da viatura da Polícia Civil. Os agentes da delegacia chegaram a ouvir do homem, indignado com todo o acontecido, que ele não entendia o motivo de tudo. Após o resgate, tudo foi registrado pelo celular.

— Como é que pode, uma situação dessa? — Seu Carlos, olha aqui e manda um alô pra sua família, para tranquilizar. — Tá tudo bem. Ah, meu Deus. 53 anos trabalhando e agora passar por uma situação dessa.

— Fica tranquilo, agora o senhor está com a gente. Antes de encontrar o cativeiro os policiais já haviam capturado um dos bandidos, e recuperados alguns objetos. No cativeiro, em Águas Lindas, três criminosos faziam a segurança. Um deles correu, com a chegada dos policiais.

Acredita-se que o criminoso esteja ferido com um tiro. “É possível que ele esteja em uma mata próxima de onde mantinham o empresário refém. Nossas equipes do GT3 já fazem cerco, e estão prestes a capturar o bandido,” disse o delegado geral da Polícia Civil André Fernandes.

O delegado Valdemiro Pereira, Branco, já está em Goiânia, e vai ouvir o empresário assim que os policiais que estão trazendo Carlos chegarem à capital. Todos estão em uma viatura descaracterizada. “Ainda não tive a oportunidade de ouvir formalmente dois dos três que já estão presos.

A própria vítima, apesar de estar com a saúde e integridade física em perfeito estado, ainda permanece abalada. É preciso que chegue à delegacia para poder percebermos como realmente ele está,” explicou o delegado ao Mais Goiás.

Há ainda uma informação de que o empresário seria colecionador de armas, e que os criminosos teriam levado alguns produtos da coleção de Carlos Roberto, o que não foi confirmado pelo delegado. “Ainda não fizemos esses levantamentos. Nosso foco principal foi atendido: ele está vivo.”

Na casa do empresário, no Setor Moraes, em Petrolina de Goiás, a 70 quilômetros de Goiânia, a apreensão permaneceu nessa tarde.

Amigos e parentes estiveram em orações em vários locais da cidade.Eram 20 horas da noite de domingo. Os bandidos já estavam dentro da casa, com os dois filhos do casal e a avó dos meninos. O empresário voltava da igreja e dirigia o carro, um Honda Civic, quando foi abordado pelos criminosos. A esposa, no banco do passageiro, também ficou sob a mira e ameaça dos criminosos.

A família ficou em poder dos bandidos por seis horas, dentro da casa, até que os bandidos se foram. Mas Carlos Roberto foi velado junto.Os bandidos, antes de sair com Carlos da cidade, foram até a loja de móveis e eletrodomésticos da família, a cerca de 800 metros da casa.

Carlos foi obrigado a ajudar os bandidos a lotar um caminhão inteiro com mercadorias — móveis e eletrodomésticos —, para que os criminosos também o levassem. Um dos bandidos, sem uso de máscaras, é visto pelas câmeras de monitoramento da casa e do comércio.

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