• Folha de Jaraguá

Polícia Civil de Inhumas pede prisão de ex-secretário Carlos André Vila Verde


De acordo com o Jornal O Popular, a Polícia Civil de Inhumas pediu ontem a prisão preventiva do ex-secretário de Saúde do município, Carlos André Vila Verde, por suspeita de fraudes em licitação para compra de equipamentos médicos e odontológicos em 2016. Ex-secretário é natural de Jaraguá. Segundo o delegado responsável pelo caso, Humberto Teófilo, o ex-secretário e outras sete pessoas teriam montado um esquema para beneficiar o empresário Marco Antonio de Paula.

Além de Carlos André e Marco Antonio, que teria recebido o pagamento sem entregar as mercadorias, também foram indiciados por fraude em licitação e peculato o presidente da Comissão de Licitação, Rogério Sousa Silva, e o servidor Rodolfo Morais Duarte Neto, que, informa o delegado, já tinha sido afastado do cargo anteriormente por participação em esquema de fraudes licitatórias na Câmara Municipal de Inhumas.

Humberto preferiu manter sigilo quanto aos outros três indiciados por entender que eles tiveram uma participação menor no esquema e também porque contribuíram com as investigações. Sobre eles, o

delegado disse apenas que dois são membros da Comissão de Licitação e o outro é um empresário que teria montado uma empresa fantasma, sob orientação dos investigados, para fraudar a licitação.

A estimativa é de que o esquema tenha gerado um prejuízo de R$ 25 mil aos cofres públicos e a Polícia suspeita que parte do dinheiro tenha sido usado para beneficiar a campanha da mãe de Carlos André, Vireni Vila Verde (Pros), eleita vereadora.

Afastamentos

Vireni foi uma dos cinco parlamentares alvos de pedido de cassação de mandato pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) que a acusou de comprar votos intermediando consultas, tratamentos e exames, além de

ter distribuído cadeiras de rodas e balões de oxigênio provenientes da Secretaria de Saúde, à época comandada pelo filho.

A Justiça Eleitoral já decretou a cassação e há, inclusive, decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) confirmando a medida.

De acordo com Humberto, o pedido de prisão preventiva foi feito porque Carlos André tinha uma posição de destaque, da qual tirou proveito pessoal, além de já ter sido alvo de outras denúncias pelos crimes de

peculato, improbidade administrativa e corrupção eleitoral. Em agosto do ano passado, ele foi indiciado pelo furto de cinco aparelhos de ar condicionado da Secretaria de Saúde.

Ainda segundo o delegado, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) pediu que a investigação se estendesse para o próprio processo licitatório de aquisição desses aparelhos, por suspeita de irregularidades.

Ao POPULAR, Carlos André disse que ainda não teve acesso ao pedido de indiciamento e que prestou depoimento ao delegado no ano passado. “Prestei todos os esclarecimentos, mas não sei qual foi a conclusão do delegado. Vou ao fórum para ter ciência do processo e então darei um posicionamento”, disse.

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