• Folha de Jaraguá

Piso dos Professores de 2017 em Jaraguá está em dia, mas SINTEGO quer atualizar tabela


Nessa semana, houve um debate sobre um possível atraso no pagamento do Piso Nacional dos Professores em Jaraguá. Em uma entrevista, a Secretaria Lilian Brandão, admitiu o atraso, mas não conseguiu explicar com clareza qual era a verdadeira situação.

Nossa reportagem conversou com a Presidente do SINTEGO, a professora Rosária Nogueira, e ela explicou que referente ao ano de 2017 até o momento não pode reclamar do Prefeito Zilomar Oliveira (PSDB), afirmando que ele está pagando o reajuste de 9,5% aprovado em março pela câmara. A professora afirmou que ainda está conversando com o Prefeito e a Secretária de Educação, para ver se até dezembro eles vão conseguir atualizar a tabela.

“Considero que nesse quesito, o prefeito tem feito de fato uma gestão, assim como a Secretária de Educação e quanto Secretário de Finanças. Eles têm conseguido dar uma resposta para nós, dentro daquilo que eles estabeleceram como critério para 2017. O reajuste foi de 7,4% foi aplicado com um adicional retroativo ao ano passado (9,5%) embora não tem chegado a contemplar a totalidade do índice estabelecido pelo MEC, para que a tabela ficasse correta” ponderou.

2012 a 2016 NA JUSTIÇA

A presidente do SINTENGO disse que é lamentável a questão dos atrasos, porque há dois anos não havia a aplicação do índice que o MEC estabeleceu para a carreira dos professores. Em 2015, apesar de ter sido votado (com atraso de 10 meses) uma lei pela câmara municipal, determinando o pagamento em novembro, só houve o reajuste em dezembro.

De acordo com ela, em 2016, o piso dos professores sequer foi pago em um único mês e lembrou que após, esgotados todos os argumentos, a greve foi inevitável e nem assim se obteve o pagamento do piso dos professores.

Para Rosária, hoje seria difícil receber amigavelmente da prefeitura os retroativos “Sobre os outros anos, eu não acredito que haverá uma proposta para nós, até porque a situação de todos os municípios esta muito complicada. Os repasses federais também caíram bastante. Entendemos tudo isso, mas continuaremos na luta” afirmou.

A professora confirmou que tramitam duas ações na justiça contra o município, uma ação cobra onze meses de 2015 e os dozes meses de 2016. A outra ação cobra da prefeitura, os retroativos desde 2012, com vários meses sem o reajuste. “Esperamos que a justiça estabeleça a sentença para que a prefeitura possa cumprir” frisou.

O QUE FALTA ACERTAR

2012 - Reajuste 22,20% de janeiro a julho.

2013 - Reajuste 7,97% de janeiro a maio.

2014 - Reajuste 8,32% de janeiro a junho.

2015 - Reajuste 13,01 de janeiro a novembro.

2016 - Reajuste 11,36% de janeiro a dezembro. Não foi concedido nenhum mês

TAMANHO DA PERDA

Hoje são mais de 300 professores na rede municipal de ensino com salário inicial de 2.298,00 por 40 horas/aula. Se fossem pagos os meses dos anos anteriores, cada educador nível de P1, por exemplo, teria a receber em media 10 mil reais da prefeitura. Rosária Nogueira, disse a vitória na justiça é certa, porém teme, o montante que os professores tem a receber vire precatório.

VÍDEO/ÁUDIO: Rosária Nogueira fala sobre a questão do piso salarial da rede de ensino municipal

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