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  • Folha de Jaraguá

Assaltantes de cargas que atuavam na BR-153 em Jaraguá são denunciados pelo MP


Como desdobramento da Operação Hicsos, deflagrada em fevereiro deste ano, pelas Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar e com apoio do Ministério Público de Goiás, denunciou 37 envolvidos em roubos a cargas de alto valor no Estado de Goiás.

O promotor de Justiça Leonardo Seixlack Silva, da 12ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, ofereceu três denúncias contra 37 envolvidos em crimes de organização criminosa armada, roubo circunstanciado pelo concurso de pessoas, emprego de arma, restrição de liberdade da vítima e transporte de veículo automotor para outro ente federativo; receptação qualificada e lavagem de dinheiro.

Dos denunciados, 36 estão presos cautelarmente por decisão da juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães, da 2ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia.

A operação foi deflagrada após decisão judicial da magistrada, que expediu 82 mandados judiciais, dos quais 37 mandados de prisão preventiva, 14 de condução coercitiva e 31 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Bela Vista, Leopoldo de Bulhões, Alexânia, Morrinhos e Campos Belos, além do Distrito Federal.

Foram denunciados Adalton Fernandes de Araújo, Adriano Emerenciano da Silva, Aislan Augusto Rosa Cunha, Anderson Ribeiro Venâncio, Bruno Rodrigues Pereira, Caio Cesar de Sousa Vilela, Danillo Hilário Ribeiro, Diego Richard Gonçalves Ferreira, Edilazio Targino, Esequias Gomes de Araújo, Fabrício de Freitas, Gabriel Olegário da Silva Souza, George Alberto Soares Britici, Guilherme Ferreira da Silva, Guilherme Tomaz de Almeida, Gustavo Mendes Barbosa, Ítalo Vieira Gomes e Jhonatas Kassiano Alves Rodrigues.

Na relação dos denunciados constam ainda João Carlos da Silveira Dourado, João Paulo Tomaz Brasileiro, Joquian Gomes da Silva, Kaique da Silva, Kelvin Bruno Neves Alencar, Lucas Pereira, Luiz Felipe do Prado Braga, Manoel Ailton Fernandes, Manoel Aveny Pinheiro de Souza, Marcelo de Azevedo Felipe, Marineide Alves Pereira, Marlon Batista Carneiro, Michel Lourenço da Silva, Robson Vieira Rosa, Sabrina Gabrielle Lopes Alves, Sandro Mendes da Costa, Peterson Vitor Pimenta de Queiroz e Thierry Niagara Fernandes.

Conforme detalhado pelo MP-GO, a operação desvendou a existência de três organizações criminosas independentes que possuíam conexões entre si e com outras ainda sob investigação.

Denúncia 1 No período investigado, a organização criminosa liderada por Bruno Rodrigues Pereira praticou 11 roubos a cargas, nas cidades goianas de Jaraguá, Cromínia, Nerópolis, Damolândia, Professor Jamil, Nova Veneza, Anápolis e Alexânia. O denunciado Edilazio Targino prestava apoio logístico à organização criminosa, emprestava veículos, armas de fogo e aparelhos bloqueadores de sinais GPS (jammer) para a prática dos roubos a cargas. Targino também comprava veículos de integrantes da organização para lavar os bens obtidos com os roubos a cargas.

Os denunciados Adalton Fernandes de Araújo, Manoel Ailton Fernandes e Marcelo de Azevedo Felipe financiavam a organização criminosa, mediante a receptação das mercadorias roubadas e distribuição dos produtos a outros comerciantes e consumidores. Os denunciados João Paulo Tomaz Brasileiro, Guilherme Tomaz de Almeida, Fabrício de Freitas, Gustavo Mendes Barbosa, João Carlos da Silveira Dourado, Esequias Gomes de Araujo e Anderson Ribeiro Venâncio compunham o grupo armado da organização criminosa e eram responsáveis pela abordagem dos veículos de carga, a rendição dos motoristas e a restrição da liberdade destes até a entrega da carga ao receptador.

O denunciado Danillo Hilário Ribeiro atuava no suporte logístico da organização, sendo responsável pelo transporte dos caminhões roubados até os depósitos e pelo auxílio no transbordo e descarregamento dos produtos dos roubos.

Denúncia 2 A organização criminosa liderada por Gabriel Olegário da Silva Souza foi responsável pela prática de roubos a cargas em Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Jaraguá e Distrito Federal. A denunciada Sabrina Gabrielle Lopes Alves, companheira de Gabriel, prestava apoio logístico a essa organização criminosa, atuando na lavagem do dinheiro angariado pelo companheiro com os roubos de cargas.

O denunciado Sandro Mendes da Costa era um dos financiadores da organização criminosa, responsável pela receptação das mercadorias no município de Aparecida de Goiânia. Ele possui depósitos nessa comarca, onde receptava cargas roubadas e, em seguida, distribuía os produtos originários de ilícitos a outros comerciantes da região.

Os denunciados Guilherme Ferreira da Silva, Caio Cesar de Sousa Vilela, Diego Richard Gonçalves Ferreira e Lucas Pereira integravam o grupo armado. Eram responsáveis pela abordagem aos veículos de carga e rendição dos motoristas vítimas. Os denunciados Marlon Batista Carneiro, Jhonatas Kassiano Alves Rodrigues, Joquian Gomes Da Silva, Danillo Hilário Ribeiro e Ítalo Vieira Gomes atuavam no suporte logístico da organização. Estes eram responsáveis pelo transporte dos caminhões roubados até os depósitos e pelo auxílio no transbordo e descarregamento dos produtos dos roubos.

Denúncia 3 Já a organização criminosa liderada por Peterson Vitor Pimenta de Queiroz praticou roubos de cargas em Santo Antônio do Descoberto e em Bela Vista de Goiás. Manoel Aveny Pinheiro de Souza era um dos financiadores desta organização, responsável pela receptação das mercadorias no Distrito Federal. Ele é proprietário de vários estabelecimentos comerciais, como supermercados, onde comercializa os produtos receptados. Os denunciados Gustavo Mendes Barbosa e Esequias Gomes de Araujo (que migraram da organização criminosa de Bruno Rodrigues Pereira para a de Peterson Vitor Pimenta de Queiroz), Thierry Niagara Fernandes, Kaique da Silva, Robson Vieira Rosa, Kelvin Bruno Neves Alencar, Luiz Felipe do Prado Braga e George Alberto Soares Britici atuavam no grupo armado da organização criminosa, responsáveis pela abordagem dos veículos de carga, rendição dos motoristas vítimas e manutenção destes em cárcere privado.

Os denunciados Aislan Augusto Rosa Cunha e Adriano Emerenciano da Silva prestavam apoio logístico à organização criminosa, notadamente por meio de empréstimo de veículos para a execução dos roubos e de compra e venda de carros dos integrantes da organização, como forma de lavar os bens obtidos pela organização em troca das cargas aos receptadores. A denunciada Marineide Alves Pereira, companheira de Gustavo Mendes Barbosa, também prestava apoio logístico à organização, por meio de cobrança dos receptadores e repasse dos valores aos membros da organização.

Já o denunciado Michel Lourenço da Silva prestava apoio logístico a várias organizações criminosas. Ele assessorava tanto a organização criminosa de Bruno Rodrigues Pereira como a de Peterson Vitor Pimenta de Queiroz, mediante o empréstimo de veículos, armas de fogo e aparelhos bloqueadores de sinais GPS para a prática dos roubos de cargas.

Roubo

Segundo apurado, os assaltantes utilizavam coletes de fiscalização e veículos equipados com sirenes e giroflex para se passarem por policiais. Quando avistavam uma vítima em potencial, acionavam a sirene e o giroflex e ordenavam que o motorista parasse o caminhão. O grupo, então, exigia que o motorista apresentasse a nota fiscal da carga, para avaliar o valor e a natureza dos produtos transportados. Assim que verificava que a carga era de alto valor, anunciava o assalto.

Parte do grupo se encarregava de instalar dispositivos bloqueadores de sinais no caminhão (conhecidos como jammer, “capetinha” ou videogame, utilizados para evitar que o veículo fosse rastreado) e transportá-lo até o receptador para o transbordo da carga, enquanto outra parte era responsável por levar o motorista até um cativeiro e mantê-lo sob a mira de arma de fogo até que a carga fosse efetivamente entregue ao receptador e o veículo abandonado em uma rodovia.

A denúncia aponta que havia receptadores em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e no Distrito Federal. Em muitos casos, houve o transporte do caminhão até outro ente federativo, principalmente ao Distrito Federal. Havia também donos de empreendimentos de revenda de automóveis que emprestavam veículos para os assaltantes praticarem os roubos e também lavavam o dinheiro obtido pela organização.

Com informações Assessoria do MP-GO

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