• Folha de Jaraguá

Imprensa destaca esforço de casal de Jaraguá para comprar aparelho auditivo para filha de 4 anos


G1- Goiás - Um casal que vive em Jaraguá, no centro de Goiás, resolveu criar uma "vaquinha" na internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para comprar um novo aparelho auditivo para a filha, Alice dos Santos Cunha, de 4 anos, que nasceu surda.

Segundo a mãe da criança, a dona de casa Fernanda José dos Santos, de 38, o novo equipamento custa R$ 28 mil, quantia que a família não tem. Ela explica que o aparelho que a menina usa está quebrado, além de ser de um modelo muito antigo, o que prejudica o tratamento que a criança faz.

Fernanda conta que Alice é portadora, desde o nascimento, da Síndrome de Waardenburg, uma doença genética que ocasiona a perda de audição. "Fizemos cinco testes da orelhinha para confirmar o diagnóstico. Na época, ela tinha apenas seis meses e foi quando começamos o tratamento", disse

A família conseguiu vaga para que a menina tratasse no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Assim, ao menos duas vezes por semana, eles têm de viajar cerca de 120 km para fazer as consultas na capital.

Quando Alice tinha 1 ano e 6 meses, ela passou por uma cirurgia para fazer um implante coclear no ouvido esquerdo. Nesse procedimento, um dispositivo eletrônico é colocado na cabeça do paciente e ligado por meio de um aparelho externo. A pessoa começa a ouvir, mas precisa de terapias para dar andamento ao processo de conhecimento dos sons e da fala.

Aparelho quebrado

A operação foi feita via Sistema Único de Saúde (SUS). O aparelho é cedido, mas a manutenção é paga de forma particular. O que é usado por Alice, além bem antigo, também está quebrado. Fernanda disse que um conserto ficaria cerca de R$ 9 mil. Por isso, surgiu a ideia de tentar adquirir um novo modelo.

Apesar da vontade de comprar um aparelho, os pais afirmam que não tem condições financeiras de pagá-lo. Por causa do tratamento da filha em Goiânia, Fernanda teve de deixar o trabalho como secretária e ficar por conta dos cuidados com a filha.

O marido também perdeu o emprego por causa das constantes viagens à capital. Ele trabalhava como programador em uma rádio.

Atualmente, o esposo faz bicos como técnico de informática e tem uma renda variável de um salário mínimo. A família conseguiu junto ao INSS um benefício do mesmo valor por conta da doença de Alice. A renda serve para fazer as despesas da casa. O casal tem ainda outra filha, de 2 anos, que não sofre de problemas de saúde.

A ideia de fazer uma campanha foi proposta por uma sobrinha do casal. Iniciada no último sábado (7), a "vaquinha" já arrecadou R$ 4,5 mil. "Estou surpresa, é bem mais do que eu imaginava para esse período. A cidade abraçou a campanha, muita gente está doando e ajudando", comemora Fernanda.

Síndrome de Waardenburg

Além da surdez, a Síndrome de Waardenburg causa outros problemas de menor potencial à criança. Alice tem uma mancha azul em um dos olhos fruto de um estrabismo, que causou a necessidade de usar óculos de grau. Ela também pode ter problemas na pele e no cabelo semelhantes aos pacientes de vitiligo.

O sonho de Fernanda é conseguir o aparelho para que o desenvolvimento auditivo da filha, que vai iniciar os estudos neste mês, não seja prejudicado. Ela diz que com os equipamentos mais avançados e seguindo o tratamento à risca, Alice pode chegar a ouvir plenamente dos dois ouvidos. "Minha vontade é que ela tenha recursos para ouvir dos dois lados e tenha um bom desenvolvimento na vida dela, tanto na escola, como profissionalmente. Que ela seja feliz em qualquer área", espera.

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